Em clima de despedida, GR busca o bronze
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sexta-feira, 27 de agosto de 2004
Janaina Tupan Frare<br> Especial para a Folha de Londrina 
Atenas - Chegou a hora. Depois de 20 anos dedicados ao esporte, a ginasta londrinense Dayane Camillo, 25 anos, fará a última apresentação de sua carreira. Ao lado de Ana Maria Maciel, Fernanda Cavalieri, Jennifer Oliveira, Larissa Barata e Tayanne Mantovanelli, ela disputa hoje, a partir das 10h35, a final da prova de conjunto dos Jogos Olímpicos de Atenas.
''Meu momento de parar é agora e eu vou parar'', diz, com a expressão de estar tentando se convencer mais uma vez de que é o que deve fazer. ''Acho que o importante de tudo é fazer o que eu fiz nesses anos todos de ginástica. Lutei pelo meu esporte, lutei pelo nome Brasil e consegui muita coisa. Então, saio feliz e triste, mas sabendo que fiz tudo pelo meu esporte.''
E é com este sentimento de ''fazer tudo'' que ela entra em quadra para tentar melhorar a classificação do Brasil 8º lugar, Sydney (00) , em uma Olimpíada. ''Não posso deixar de fazer o meu melhor aqui, no meu último ano, na minha última apresentação. Esta é minha última chance'', diz.
O Brasil é o quinto país a se apresentar na primeira série, a de fitas. Foi nesta coreografia que as brasileiras perderam os pontos que as levariam para a quinta colocação na fase classificatória terminaram em 7º lugar. ''A fita é um aparelho muito traiçoeiro. Mas treinamos muito hoje (ontem) e o mais importante é voltar agora com mais segurança para executar os exercícios'', diz Dayane. ''Se conseguirmos realizá-la com a mesma perfeição que executamos a coreografia de arco e bola, podemos brigar por medalha.''
Na coreografia de arco e bola, O Brasil é o terceiro a entrar em quadra. A apresentação é logo depois da favorita à medalha de ouro, a Rússia, atual campeã olímpica e mundial. Na fase classificatória as russas abriram mais de mil pontos em relação a segunda colocada, a Itália.
''Rússia e Itália sempre foram favoritas. Mas o que queremos é cravar as duas coreografias. Isso já nos deixará muito satisfeitas'', diz a técnica Bárbara Laffranchi, que durante toda a apresentação acompanha as meninas aos gritos. ''Os gritos são justamente para dizer que elas estão no caminho certo. É uma forma de dizer que somos uma só. E o conjunto consiste nisso. Para dar certo, temos que ser uma só'', comenta.
Para a ginasta londrinense Ana Maria Maciel, independente do resultado, a ginástica já cumpriu a sua missão em Atenas. ''Muita gente não acreditava que a ginástica rítmica chegaria onde chegou. Agora provamos mais uma vez que temos condições de estar entre as melhores ginastas do mundo.''
As oito equipes que disputam a final olímpica hoje são Rússia, Itália, Bulgária, Grécia, China, Bielorússia, Brasil e Espanha.


