A folclórica frase do ex-presidente do Corithians Vicente Matheus (se for lenda, deixemos a lenda prosperar!) de que o jogo só acaba quando termina deu as caras no domingo do Brasileirão. Obina, atacante que também convive com o folclore, não me deixa mentir. Seu gol, aos 41 minutos do segundo tempo, deixou o Botafogo ainda mais distante do líder Cruzeiro. Enquanto a Raposa arrancava precioso empate com o "empatador" Corinthians, o Fogão levava a virada do Bahia. E no Maracanã! Oito pontos agora separam líder e vice-líder. Léguas e léguas...
No Serra Dourada, aos 44 minutos da segunda etapa, o zagueiro Rodrigo chutou falta, a bola explodiu na trave, nas costas de Rogério Ceni e entrou no gol do São Paulo. Foi o fim da pequena série vitoriosa da nova era Muricy! Triunfo goiano no crepúsculo que premia ótima campanha verde nesta volta à elite.
Em Novo Hamburgo, no interior gaúcho, também houve mudança pouco antes das cortinas se fecharem (saudades, Fiori Gigliotti!). Um gol deWanderson deu expressiva vitória à Portuguesa sobre o Inter. Os paulistas começam a abrir margem da zona da degola. Os colorados vêem sua crise aprofundar-se.
O volante Elias, do Flamengo, porém, impediu que a lista da síndrome do gol tardio fosse mais extensa. Perdeu um gol desses que, como diz a voz popular, vovó faria, e a partida com o Náutico terminou no zero. Os pernambucanos, lanternas absolutos, chegaram à sua primeira dezena de pontos (40% deles foram conquistados diante dos rubro-negros).
Além dessa coleção de placares mexidos no fim, houve muitos empates na rodada, como o do Grêmio com o Vitória. Beneficiaram-se dele o Atlético-PR, que superou a Ponte e assumiu o terceiro lugar, e o Santos, que passou pelo Criciúma e, caso vença o Náutico na quarta em jogo adiado do primeiro turno, irá ficar a quatro pontos do G4.
O Vasco perdeu mais uma, desta vez para o Galo, e segue enterrado na zona da degola. Situação que seu arquirrival Flamengo vê com assustadora proximidade.

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