Curitiba - Quando a seleção brasileira de vôlei entrar no Ginásio do Tarumã, às 10 horas, para seu último amistoso antes do Campeonato Mundial, que será disputado na Itália a partir do dia 25, o paranaense Giba certamente viverá uma emoção diferente. Mais do que o confronto com a Polônia, o terceiro da série iniciada na sexta-feira à noite, o capitão do time de Bernardinho estará mais concentrado na ''passagem do bastão'' para uma nova geração de atletas.
Remanescente da equipe que havia jogado pela última vez na Capital, 13 anos atrás, Giba viu surgir em mais de uma década uma série de revelações que conquistaram espaço no vitorioso selecionado nacional. E já elegeu Murilo como seu sucessor no comando da equipe dentro de quadra após sua aposentadoria na seleção, planejada para 2012, após os Jogos Olímpicos de Londres. Antes disso, o londrinense espera seguir a rotina de conquistas, a começar pelo Mundial, em que o Brasil defende hegemonia que já dura duas edições.
''É uma pena que Curitiba tenha ficado tanto tempo sem receber jogos da seleção. Estou muito animado com estes jogos em casa e focado tanto no Mundial como em Londres-2012'', conta Giba, que destaca a importância da renovação constante da seleção. ''É muito bom estar junto com estes jovens que têm muito futuro. Eu vou seguir dando minha contribuição até 2012 e depois disso eu deixo o lugar para o Murilo'', completa o capitão.
Escolhido como herdeiro do principal líder da seleção atual, Murilo sonha em estender a carreira por alguns anos a mais que o atual capitão. ''É lógico que nosso foco agora não pode ir muito além das Olimpíadas de 2012. Mas não dá para não pensar também nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Quem não gostaria de jogar uma Olimpíada no Brasil, com toda a torcida a favor''. Melhor ainda seria seguir com o ritmo atual de conquistas e garantir mais dois ouros olímpicos neste período. ''Acho que este trabalho de renovação foi novamente bem feito e está dando resultado. Espero que continue assim'', conclui Murilo.

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