São Paulo - Nação com enorme cultura tenística, a Argentina encara a decisão da Copa Davis contra a Espanha, de hoje a domingo, em Mar del Plata, como um divisor de águas para o país. A Argentina já foi duas vezes vice-campeã do principal torneio entre países do tênis (em 1981 e 2006), mas é a primeira vez que abriga a final do evento.
"Ganhar a Davis marcaria um antes e um depois para o tênis argentino", afirmou David Nalbandian (11º do mundo), que marcou os dois pontos de seu país na derrota para a Rússia na decisão de 2006. Ele chegou a afirmar que os cinco jogos contra os espanhóis "são os mais importantes da história do tênis argentino". História que conta com jogadores como Guillermo Vilas, dono de 62 títulos, sendo quatro Grand Slam e um Masters.
Com o privilégio de escolher o tipo de quadra e a perspectiva de ter que enfrentar Rafael Nadal, um dos melhores da história no saibro, os argentinos encerraram uma tradição de 87 anos e optaram por uma superfície dura para o confronto. Mas Nadal, contundido, desfalca os espanhóis, campeões da Davis em 2000 e 2004.
"Não podemos relaxar. É uma chance histórica de ganhar a Davis", disse Nalbandian, que inicia a final contra David Ferrer (12º do mundo). O espanhol reconheceu que Nadal faz falta. "Fora de casa, sem Rafa, não somos favoritos. Mas isso não quer dizer que não temos condições. O tênis está muito parelho", afirmou Ferrer, que venceu seis dos nove jogos contra Nalbandian. Na seqüência, jogam Juan Martin del Potro (9º) e Feliciano Lopez (31º).
Além de ter tenistas mais bem ranqueados, a Argentina tem algumas estatísticas a seu favor. O anfitrião venceu 65% das disputas de título da Davis. Além disso, a Argentina acumula 13 vitórias seguidas em casa.

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