Em carta, advogado afirma que empresa é de Pelé
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Agência Folha 
Rio de Janeiro - Uma carta de 4 de dezembro de 1998 do advogado Sergio Chermont de Britto, representante de Pelé, afirma que a empresa PS&M Inc. (Pelé Sports & Marketing Inc.) é do ex-jogador.
A palavra do advogado contradiz Pelé, que afirma não ter ''nenhuma ligação empresarial, societária e financeira'' com a PS&M Inc. O ex-atleta nunca declarou à Receita Federal a posse da empresa ou a existência de contas bancárias dela no exterior.
Chermont de Britto se dirigiu a dois advogados de Nova York pedindo uma procuração da PS&M Inc., firma localizada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens (Antilhas, na América Central), para a PS&M Ltda. (Pelé Sports & Marketing Ltda.), empresa de Pelé com sede no Rio.
''Nosso cliente comum Pelé precisa de uma procuração da sua companhia nas Ilhas Virgens, Pelé Sports & Marketing Inc., para a sua companhia local Pelé Sports & Marketing Ltda (...)'', escreveu Chermont de Britto.
A PS&M Inc. foi a empresa que em 1995 ficou com os US$ 700 mil movimentados em torno de um evento beneficente que nunca ocorreu a favor da seção argentina do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Depois do cancelamento do evento, o dinheiro não foi devolvido para o banco do qual era originário nem entregue ao Unicef, entidade em nome da qual a festa filantrópica foi planejada e o dinheiro tinha sido arrecadado.
Desde o último dia 18 de novembro, quando o caso Pelé-Unicef foi revelado pela Folha de S.Paulo, Pelé tem dito que o ex-sócio Hélio Viana, com quem rompeu somente há um mês, ficou com os US$ 700 mil. Já Viana afirma que o ex-jogador usou o dinheiro para negócios particulares. Nenhum dos dois se dispõe a entregar a quantia ao Unicef argentino.
Pelé tinha 60% das cotas da PS&M Ltda. Hélio Viana, antes de ser expulso, 40%. Pelé afirma que a PS&M Inc. é de Viana, que diz ser o ex-jogador o dono da empresa das Ilhas Virgens.


