Pequim - Há anos perseguindo a medalha de ouro em Jogos Olímpicos, o futebol brasileiro terá mais uma chance hoje. Apesar de ser o país com o maior número de conquistas no futebol masculino, os pentacampeões mundiais jamais passaram da prata olímpica. E hoje caberá a seleção feminina a tarefa de conseguir aquilo que os homens jamais obtiveram. O Brasil de Marta, Cristiane e companhia decide o torneio olímpico diante dos Estados Unidos no estádio dos Trabalhadores, em Pequim, a partir das 10 horas (de Brasília).
Além do sonhado ouro, a seleção brasileira tenta devolver a derrota sofrida diante das norte-americanas nos Jogos de Atenas em 2004. Naquela final, as brasileiras dominaram toda partida, mas acabaram derrotadas por 2 a 1, na prorrogação.
Até aquele confronto, o Brasil havia disputado 21 partidas contra os EUA - o primeiro deles em 1986, sendo que as norte-americanas haviam vencido 20. A única vitória brasileira tinha sido em um amistoso em 1997. A seleção brasileira marcara 11 gols e sofrera 55 em todo o histórico do confronto.
Depois dos Jogos na capital grega, a seleção brasileira enfrentou as norte-americanas em outras seis oportunidades, todas elas em 2007. Duas vitórias brasileiras foram significativas. A primeira na final dos Jogos Pan-Americanos. O Brasil goleou uma equipe universitária americana por 5 a 0.
A outra foi na semifinal do Mundial da China. O Brasil goleou a maior potência do futebol feminino por 4 a 0, com uma grande atuação de Marta e quebrou uma invencibilidade de 51 jogos da equipe principal norte-americana. Nunca os Estados Unidos haviam levado quatro gols em uma partida pela maior competição da bola entre as mulheres.
Favoritismo
Diferentemente de Atenas-04, hoje é a seleção feminina que é considerada a favorita ao ouro olímpico. E para o técnico Jorge Barcellos, as jogadoras estão preparadas para a conquista que não veio há quatro anos. ''Estou sentindo em todas elas o olhar de vitória. Aquele sentimento de que chegou a hora da verdade para ganhar essa medalha'', disse o treinador.
Barcellos esclarece, no entanto, que a equipe não embarcou na onda de um otimismo exagerado e está consciente da difícil tarefa diante das norte-americanas. ''Elas (as jogadoras brasileiras) sabem da força do adversário. Não é por acaso que os Estados Unidos são os atuais campeões olímpicos e merecem respeito'', afirmou. ''Os Estados Unidos têm um time técnico, que toca bem a bola. Sai para o jogo e não fica fechado na defesa, a não ser que mude o esquema na decisão. Temos que jogar com atenção para sair do Estádio dos Trabalhadores com a medalha de ouro'', finalizou.


EM PEQUIM

Brasil

Bárbara; Érika, Renata Costa e Tânia Maranhão; Simone Jatobá, Daniela Alves, Formiga, Ester e Maycon; Marta e Cristiane. Técnico: Jorge Barcellos

Estados Unidos

Solo; Mitts, Markgraf, Rampone e Chalupny; O'Reilly, Shannon Boxx, Lloyd e Tarpley; Rodriguez e Hucles. Técnica: Pia Sundhage

Árbitro: Dagmar Damkova (RTC)
Estádio: dos Trabalhadores
Horário: 10 horas

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