Em baixa, Coxa pega Guarani. Em crise, Atlético demite Artur
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sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Fernando Tupan e Ed Carlos Rocha De Curitiba 
As duas equipes de Curitiba que disputam a Copa João Havelange vivem situações parecidas hoje. Passando por fases técnicas ruins, o Coritiba joga à tarde em Campinas e o Atlético, que folga nesta rodada, procura um treinador para o restante da competição Artur Neto foi demitido ontem.
Tendo que conquistar pelo menos 24 dos 36 pontos que ainda disputa para chegar à próxima fase da Copa João Havelange, o Coritiba já entrou no clima do vai ou racha. Jogadores e comissão técnica afirmam que a partir de hoje, contra o Guarani, às 18 horas, em Campinas, todas as partidas terão que ser encaradas como se fossem a última chance de buscar a classificação.
A situação do alviverde é mesmo ruim. Completada a metade da primeira fase, a equipe ainda não sabe o que é estar abaixo do 21º colocado na competição. Desde o início, o Coxa se mantém, principalmente, na 22ª posição.
Na busca pela recuperação, o técnico Fito Neves é o mais enfático. Chega. Vamos pro pau. Não dá mais para ficar jogando bem e não vencer. Vamos com tudo para cima do adversário, mesmo fora de casa.
O treinador espera que a má fase dos atacante acabe hoje. Fito Neves, até um pouco irritado, disse que só o que está faltando é o time fazer gols. Eu não posso entrar lá (no campo) e chutar a bola para dentro do gol, como também não posso defender. Isso é com eles (os jogadores), só que o pessoal está numa fase ruim e isso é normal.
Para quem tem a responsabilidade maior de fazer os gols, o que está faltando é sorte. Não vejo fase ruim. O que está acontecendo é que estamos sem sorte na hora de finalizar. Mas isso passa logo, disse o atacante Marquinhos.
O meia Alexandre discorda. Segundo ele, está havendo sim ansiedade na hora de finalizar. Não só dos atacantes, mas de todos que chegam na cara do gol. É difícil corrigir isso, mas acho que se vencermos duas partidas seguidas, a tranquilidade virá.
Demissão Artur Neto entregou sua carta de demissão ontem pela manhã, no Centro de Treinamento do Caju, em Umbará. O novo técnico deve ser anunciado na segunda-feira. As especulações são muitas.
O ex-técnico do rubro-negro, Oswaldo Vadão Alvarez, é cotado para reassumir, desde que deixe o Corinthians no domingo. Ao mesmo tempo que espera Vadão, o departamento de futebol tem outros candidatos. Nomes como Antônio Lopes, Joel Santana, Zagallo, Sebastião Lazaroni, Renê Simões, Estevão Soares, Flávio Lopes e Paulo César Carpeggiani foram lembrados. O diretor Samir Haidar confidenciou que o substituto de Artur, obrigatoriamente, deve ter muita experiência no futebol brasileiro.
Até segunda-feira o preparador físico Carlos Riva comanda os treinamentos do Atlético visando a partida da próxima quinta-feira contra o Corinthians, no Pacaembu, em São Paulo. A data limite foi escolhida porque Vadão deve perder o cargo no caso do Timão não vencer a Ponte Preta amanhã.
Se os planos atleticanos não correrem como o planejado, o Atlético ainda conta com a varinha de condão do empresário Juan Figger, que, aliás, indicou os últimos dois treinadores atleticanos.
Antes de deixar o CT, Artur Neto confessou ter sido pego de surpresa pela demissão e classificou-a de injusta. Eu vinha fazendo um bom trabalho. Desde o início da competição nosso time estava entre os primeiros, defendeu-se. Ele associou a queda de rendimento da equipe às saídas de Adriano e Lucas, cujos passes foram negociados com o futebol francês. Peças foram perdidas e infelizmente não foram substituídas, ele lamentou.


