Em alta na Europa, Neymar mira maior conquista da carreira
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sexta-feira, 05 de junho de 2015
Leandro Colon<br> Folhapress 
Aos 23 anos, Neymar parece ter tudo o que um jogador sempre sonhou: muito dinheiro, fama de ídolo, status de craque internacional em um dos clubes mais badalados do mundo e atual referência da seleção brasileira.
Mas é hoje que ele pode obter a conquista mais importante de sua trajetória profissional até agora: a Liga dos Campeões da Europa, torneio de clubes mais prestigiado do planeta.
Campeão da Taça Libertadores pelo Santos em 2011, o atacante do Barcelona afirmou ontem que a final contra a Juventus, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha, é o maior jogo da sua carreira.
"Já joguei muitas finais, mas acredito que essa é a principal, o jogo mais importante de minha vida", disse, na coletiva de imprensa aos jornalistas internacionais.
O jogo está marcado para ter início às 15h45 (no horário de Brasília). De um lado, o temido trio "MSN" - com Messi, Suárez e Neymar, responsáveis por 120 gols na temporada -, que quer dar ao Barça a quinta taça europeia. Do outro estará a Juventus, do decisivo argentino Tévez e dos veteranos Pirlo e Buffon.
Neymar tem a chance de conquistar pela primeira vez uma taça que nem o brasileiro Ronaldo levou na carreira, apesar de ter jogado por quatro grandes clubes europeus, como o próprio Barcelona.
A performance do jogador na temporada foi inquestionável: titular absoluto e um dos astros na equipe catalã, respeitado, autor de 38 gols (nove deles na Liga dos Campeões), campeão tanto da liga espanhola como da Copa do Rei - com direito a polêmica carretilha na vitória de 3 a 1 sobre o Athletic Bilbao.
Questionado em Berlim por um jornalista espanhol sobre como seria marcar um gol na final, Neymar respondeu: "Tenho sonhado muito com esse momento".
Maior astro do Barcelona, o argentino Messi pode se transformar no primeiro jogador a fazer gol em três finais de uma Liga dos Campeões (marcou o dele nas decisões de 2009 e de 2011).
O Barcelona chega à sua quarta decisão em nove anos depois de desclassificar o Bayern, de seu ex-treinador Pep Guardiola, na semifinal.
Leva um óbvio favoritismo sobre a equipe italiana, sobretudo por causa de sua força ofensiva: são, por exemplo, 28 gols contra 16 do adversário na competição.
Detentora de dois títulos europeus, a Juventus retorna 12 anos depois a uma final do torneio - perdeu a da temporada 2002/2003 para o rival Milan, nos pênaltis.



