O lutador de taekwondo, Diogo Silva, 29 anos, vive um período vitorioso na carreira. Com um primeiro semestre impecável, ele deu um salto significativo no ranking mundial, do 15º para o 5º lugar, o que o faz sonhar com um bom resultado em Londres, no ano que vem.
Em 2011, Silva foi campeão na categoria até 68 kg dos Jogos Mundiais Militares, em julho, no Rio, e no mês passado foi bronze no Pré-olímpico de Taekwondo, realizado no Azerbaijão, carimbando o passaporte para Londres-2012.
''Tive um ótimo semestre. Tive um salto no ranking mundial, fui campeão nos Jogos Militares, terceiro no Pré-olímpico e, pela primeira vez na história, um atleta brasileiro conseguiu a vaga direta na Olimpíada. Agora, é fazer a manutenção disso para chegar bem lá'', disse o lutador, que está em Londrina com a seleção brasileira para uma série de avaliações físicas no Centro de Excelência Esportiva (Cenesp), da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Quarto colocado em Atenas-2004, ele ficou de fora de Pequim, três anos atrás, e focou o trabalho para obter a vaga nos próximos Jogos Olímpicos. Antes, porém, terá pela frente os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro. ''A gente tem o Pan. Aí se encerra o ciclo de 2011 e começa o de 2012. No Pan, estamos indo muito fortes, mais do que os passados. Quatro lutadores que estarão no Pan estão entre os seis melhores do mundo (ele é o único brasileiro da lista). Se for pensar pelo ranking mundial, a possibilidade de medalha é grande'', avaliou.
Entretanto, ele não vê pressão por medalhas no México. ''A maior pressão era classificar para a Olimpíada e isso já foi alcançado. A gente sabe que temos totais possibilidades de trazer (medalha de ouro), mas vamos com o dever cumprido já e bem mais leves'', disse o lutador do Círculo Italiano de São Caetano. Atual campeão pan-americano, se ganhar novamente o título, será o primeiro brasileiro a ser bicampeão dos Jogos na modalidade.
Em Guadalajara, ele vai reencontrar dois rivais de quem já ganhou e que também são favoritos ao título, o mexicano Erick Osorio, que perdeu para Diogo a vaga olímpica no Azerbaijão, e o peruano Peter Lopes, derrotado pelo brasileiro na final do Pan-Amerciano em 2007, no Rio. ''Não é porque ganhei deles que sou favorito. A diferença é muito pequena entre todos. A boa posição no ranking pode fazer com que cruze com um deles somente a partir das quartas de final, o que é bom'', apontou.
O foco, porém, é mesmo em Londres-2012. Silva vai chegar na Inglaterra com 30 anos e, segundo ele mesmo, no melhor da forma. ''Encerro meu terceiro ciclo olímpico em 2012. Vou estar no meu auge em todos os aspectos'', disse Silva, que já não vê tantas chances em 2016, no Rio. ''Já para 2016, a tendência é de uma queda e o rendimento vai depender da qualidade do trabalho que será feito. Tracei os planos para os jogos de 2012 e está tudo dentro do planejado. Para 2016, a gente tem que estar com essa mesma vontade, mas é muito cansativo, tem que ficar muito tempo fora do Brasil'', analisou.

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