Elogios e críticas não incomodam Alex
São Paulo, 21 (AE) - Craque e "dorminhoco." Tanto os elogios como as críticas não mexem com a cabeça de Alex, considerado no momento a maior estrela do Palmeiras. Treze dias, após a conquista do Pré-olímpico com a seleção, Alex, um dos destaques da competição, teve uma atuação "apagada" no empate sem gols contra o Botafogo, sábado, no Maracanã, no primeiro jogo entre as equipes pelas semifinais do Torneio Rio-São Paulo.
O jogador foi até substituído por Jackson aos 22 minutos do segundo tempo, mas defende-se ao afirmar que não teve uma fraca atuação. Marcado por Marcelinho Paulista, o meia diz que tentou enganar o adversário. "Eu o tirei da cabeça-da-área, e abri espaço para os companheiros", afirma o meia, que não se incomoda com o que falam do seu futebol, muito menos com as cobranças por ser um jogador a nível de seleção. "Fazer gols, é função de artilheiro."
O técnico Luiz Felipe Scolari diz que faltou a Alex um pouco mais de movimentação. "Habilidoso como é, ele deveria ter tentado o drible no marcador", porque se ele fosse para cima, passaria pelo adversário", diz Scolari.
No jogo de quarta-feira, Alex imagina que terá pela frente o mesmo esquema da marcação do adversário. Mas desta vez pretende derrubar a estratégia do Botafogo. Ele disse que vai analisar o teipe da última partida, e estudar a melhor maneira de evitar ser anulado pelos jogadores do meio-de-campo do time carioca.
Contratado em junho de 1997 do Coritiba, Alex já disputou 169 partidas com a camisa do Palmeiras e marcou 52 gols
dos quais 18 foram de fora da área. Segundo os dados da comissão técnica, nas duas últimas temporadas ele foi um dos mais eficientes nas jogadas de "assistência", com participação em muitos gols do time.
Considerado uma das revelações do futebol brasileiro, o jogador diz que não ficou chateado por ter ficado fora do amistoso da seleção contra a Tailândia, quarta-feira, em Bangcoc. "Luxemburgo conhece meu futebol, por isso ele tiver de me convocar na próxima vez não haverá problema", afirma Alex. "Ele tinha seus motivos para não me chamar agora, porque certamente queria ver outros jogadores."
Alex também não se envolve na discussão entre Scolari e a CBF pela sua convocação em amistosos da seleção. "Eu só tenho de cumprir o que determinam, se fora para jogar no Palmeiras ou na seleção."
O meia de 22 anos mostra-se ser discreto até quando faz três gols contra o Corinthians, como ocorreu na vitória sobre o rival (3 a 1), três dias, após ter voltado de Londrina com a conquista do Pré-olímpico. Alex preferiu dividir os méritos com os companheiros. "Ninguém ganha ou perde sozinho", enfatiza o meia, cujo futebol está sendo obsercado desde o ano passado pelo Parma, que tem prioridade no passe do jogador, de acordo com o contrato de co-gestão entre a Parmalat, dona do clube italiano, e o Palmeiras.





