O meio-campista Guilherme Portuga, contratado pelo Londrina por empréstimo junto à Portuguesa para a sequência da Série B, chegou ao Tubarão sob elogios do executivo de futebol Lucas Magalhães, e também por seu desempenho atuando como camisa 5 da Lusa no Campeonato Paulista e enquanto o time paulista esteve vivo na Série D do Campeonato Brasileiro.

A ideia era que o jogador chegasse para suprir a ausência de André Luiz e para competir com Tárik pela posição de primeiro volante do LEC, desfalcada após a saída do titular para o futebol do Vietnã. Porém, o que se vê é outra coisa. Portuga jamais foi titular, tem entrado somente quando o time está sendo derrotado, e nunca como um camisa 5, posição na qual se destacou na Portuguesa. Rogério Micale, pela primeira vez, explicou o motivo.

"Ele não tem a característica do modelo de jogo. É um jogador de porte físico menor, com técnica maior. Então, é um jogador para controlar mais o jogo, um cara que posso colocar, passar, mas sei das dificuldades que vou ter em bolas cruzadas. Vou ter um pouco mais de dificuldades. Eu teria que alterar todo o modelo de jogo. Não dava, não tinha tempo, e acho que não é seguro, em um momento como esse que estamos vivendo, trazer mais insegurança para o grupo", admitiu o treinador, indo na contramão dos elogios iniciais feitos a Portuga, que tem visto Lucas Marques, o maior goleador do elenco atual do Londrina, ser recuado para ser primeiro volante, enquanto entra mais adiantado, em função que já executou na carreira, mas que deixou claro em sua apresentação que preferia jogar como camisa 5.

"Tem uma qualidade boa, baixando para receber essa bola. E, no momento como o jogo oferece, ele sempre entra com inferioridade no placar, que é o jogo para ele, porque, na Série B, baixa as linhas, ele pode trabalhar por trás, receber a bola, dar um passe, vai receber a bola de um companheiro", disse Micale, que não confia em Portuga de início, já que o Londrina sofre nas bolas aéreas, e o atleta não contribuiria.

"Eu acho que, em um momento de perder ou empatar o jogo, baixa as linhas e fica ali nos cruzamentos, ficamos vulneráveis. Essa é a minha percepção pelo modelo que adotamos e que antes funcionou. Coloco ele mais para frente. Não tem nada estático. Você pode ter uma rotatividade, e aquele que estiver mais posicionado vai receber a bola com mais qualidade", concluiu sobre o reforço contratado há algumas semanas pelo LEC.

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