Elivélton e Macedo querem fazer história no CAC
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sábado, 29 de abril de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Eles têm currículo invejável, já ganharam de tudo no futebol e agora querem levar o Cambé Atlético Clube (CAC) à Primeira Divisão paranaense. E o título da competição é o que empura os veteranos Macedo e Elivélton para esse desafio de encarar a Segundona do Paraná. ''Fazer a alegria do povo dessa cidade e ficar marcado aqui por ter ajudado a subir o time é o que nos motiva. Sem contar que ficará marcado no nosso currículo também'', disse Macedo, 36 anos. ''Quero novos desafios, romper fronteiras e vencer mais essa etapa'', completou Elivélton, 35.
Os dois se conhecem muito bem. Por quatro anos jogaram juntos, seja no São Paulo ou na Ponte Preta. E ambos tiveram o professor em comum, que dispensava comentários. Macedo e Elivélton chamaram a atenção do Brasil nas mãos do mestre Telê Santana, no São Paulo do início da década de 90. ''Era uma pessoa muito boa, um ótimo técnico, que ensinou muitas coisas. Um verdadeiro professor'', afirmou Macedo.
O atacante confessa que deu muito trabalho ao treinador. ''O Telê gostava das coisas muito corretas e cuidava da gente dentro e fora de campo. Tive alguns atritos com ele sim. Eu era uma pessoa meio difícil também. Vim do interior garoto, comecei a ganhar títulos e ser idolatrado. Aí a cabeça virou e ele começou a me corrigir. Eu não gostava muito e só depois fui ver que ele tinha razão'', contou.
Juntos no São Paulo de Telê, os dois ganharam o Campeonato Paulista, o Brasileiro, a Libertadores da América e o Mundial Interclubes e Elivélton chegou à seleção brasileira.
Macedo já treina com o CAC desde o início dos trabalhos, em março. Elivélton chegou há uma semana depois de ter sido campeão capixaba com o Vitória. Os dois ainda defenderam o Uberlândia no Campeonato Mineiro deste ano sob o comando do técnico Roberto Palmieri, que comandará o Cambé.
Ídolos Ambos sabem da responsabilidade que terão na Segundona. Mesmo sem jogar, eles já se tornaram os ídolos da torcida que prestigia os treinamentos em busca de um contato com os campeões do mundo. ''Eu sempre estou motivado e aqui não será diferente. Vou fazer o que sei e o que gosto, que é joga futebol e tentar dar alegrias para esses torcedores'', disse Elivélton.
Ele deixou de ser aquele atacante veloz para exercer as funções de meia-armador e lateral-esquerdo. Depois de ganhar o bi-sul-americano em 93 no São Paulo, Elivélton foi para o Nagoya Grampus (Japão) e voltou ao Brasil para ser campeão paulista pelo Corinthians em 1995. No ano seguinte, ganhou o Paulistão de novo, agora pelo Palmeiras do ''ataque dos 100 gols''. No Cruzeiro, o jogador papou outra Libertadores, a de 97. Depois, peregrinou por Vitória-BA, Inter-RS, São Caetano, Sport-PE, Ponte Preta, São Caetano, Bahia, além de Uberlândia e Vitória-ES. Pela seleção brasileira, foram 19 jogos e quatro gols.
Já Macedo, além do São Paulo, passou por Santos, Cruzeiro, Coritiba, Ponte Preta e depois rodou pelo interior de São Paulo. Eles terão como companheiro de ataque outro jogador experiente, o atacante Ézio, que quer chegar à marca dos 400 gols na carreira faltam três. Ele e Macedo já mostraram que podem dar muitas alegrias aos torcedores do CAC. Ézio marcou três gols na goleada por 4 a 1 sobre o Paraná B e Macedo fez um.


