Elisângela pode ate ficar de fora do Troféu Brasil
Elisângela Maria Adriano pode ficar fora do Troféu Brasil de Atletismo que começa a partir de amanhã, no Rio de Janeiro. Inicialmente, ela tentaria garantir o seu índice nesta competição que é a última chance para os atletas brasileiras que ainda sonham com a Olimpíada.
Elisângela foi suspensa logo após a disputa dos Jogos Pan-americanos de Winnipeg (Canadá), no ano passado, onde conquistou a medalha de ouro e quebrou o recorde pan-americano, com a marca de 60,92 metros. Depois do Pan, a atleta participou ainda do Mundial Universitário, na Universíada de Palma de Mallorca, na Espanha, onde foi constatada a presença da substância nandralona no exame antidoping.
A CBAt espera hoje o resultado do último recurso para revogar a punição da atleta. Ontem, a Confederação entrou com um pedido, baseado nas chamadas circunstâncias excepcionais, previstas no regulamento da Iaaf, que, se aceito, liberaria a atleta para competir. O recurso será apreciado na reunião extraordinária do Conselho da Iaaf, hoje, em Montecarlo.
O conselho tem o direito de restabelecer um atleta. Ela já cumpriu um ano da pena. Baseado nisso e em toda essa discussão sobre a nandrolona pedimos para reverem a situação da Elisângela, disse Martinho Nobre dos Santos, secretário-geral da CBAT.
Na mesma reunião será avaliado o recurso de Cuba em favor de Javier Sotomayor, recordista do salto em altura, cujo teste no Pan revelou traços de cocaína.
Um grupo de cientista ingleses apresentará à Iaaf um estudo sobre a presença da nandrolona e de seus derivados nos resultados dos testes antidoping. A CBAt espera que isso auxilie na defesa de outro atleta brasileiro, o meio-fundista Sanderlei Parrela, flagrado por uso de nandrolona.





