O Comitê Executivo da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), reunido ontem em Mônaco, em caráter excepcional, trouxe duas boas notícias para o atletismo brasileiro e cubano: Elisângela Adriano e Javier Sotomayor estão liberados para disputarem as Olimpíadas de Sydney, em setembro, na Austrália.
A Iaaf anunciou ontem o retorno da atleta Elisângela Adriano, campeã pan-americana do lançamento do disco, às competições, depois de pouco mais de um ano de suspensão por doping. A informação foi dada pelo presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, que participou da reunião da IAAF, em Mônaco.
Com a decisão, Elisângela Adriano está liberada para competir no Troféu Brasil, que começa hoje, no Rio, e tentar o índice exigido pela CBAt para a Olimpíada de Sydney. Acusada de ingerir nandrolona durante a Universíade de Palma de Mallorca, realizada em julho de 99, Elisângela foi liberada por causa de ‘‘circunstâncias especiais’’.
Segundo a defesa da CBAt, a substância proibida foi produzida no organismo da atleta brasileira por causa de um medicamento usado por ela para tratar ovários policísticos.
Sotomayor – O Comitê Executivo da Federação Internacional de Atletismo resolveu reduzir também a suspensão imposta ao recordista mundial de salto em altura, o cubano Javier Sotomayor, de dois para um ano. O cubano é o melhor atleta do salto em altura da história, com a marca de 2m45. Com a decisão, o atleta, de 32 anos, está oficialmente liberado para competir na Olimpíada de Sydney.
Suspenso por ter sido flagrado no exame antidoping dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no início de agosto de 1999 – foram encontrados vestígios de cocaína –, Sotomayor foi punido pelo Painel de Arbitragem da IAAF. A Federação Cubana recorreu da decisão, pedindo a inclusão do caso na análise extraordinária dos integrantes do Comitê Executivo da entidade, a última instância de julgamento.
O porta-voz da IAAF, o italiano Giorgio Reineri, disse que os dirigentes levaram em conta ‘‘circunstâncias excepcionais’’ para reduzir a pena. ‘‘Em 15 anos de carreira, ele passou por cerca de 300 exames antidoping, que sempre deram negativos, as suas atividades como integrante da Comissão de Atletas da IAAF, considerações humanitárias e o fato destes serem os seus últimos Jogos Olímpicos’’, explicou Reineri.

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