Maceió - A seleção brasileira, líder das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 com 19 pontos, recebe a Colômbia hoje, às 21h50, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela primeira rodada do returno. O adversário faz uma campanha ruim, ocupando a penúltima posição com nove pontos e vindo de um empate por 1 a 1 com o Paraguai, em Barranquilla, considerado por muitos como um tropeço.
O técnico Carlos Alberto Parreira tem problemas para esta partida. Além dos volantes Gilberto Silva e Edmilson que, lesionados, foram cortados antes da apresentação, ele não terá Juninho Pernambucano, que também teve que ser cortado por ter se lesionado na goleada de 5 a 2 sobre a Venezuela, e o meia Kaká, suspenso por ter recebido o segundo cartão amarelo no mesmo jogo.
Para a vaga de Juninho, o treinador surpreendeu e escalou Magrão, dando uma cara mais defensiva ao setor, uma vez que Edu estava cotado para assumir a posição. O volante palmeirense está vibrando com a oportunidade.
''Na semana passada, quando eu saí de São Paulo para ir treinar na Graja Comary (em Teresópolis), disse que iria comer pelas beirada. Tá aí! Quero corresponder a confiança do Parreira. Sei que sou um dos menos experientes nessa seleção cheia de estrelas européias. Eu ainda nem conquistei o meu espaço direito dentro do Brasil. Só de ser convocado já foi um prêmio'', disse o jogador do Palmeiras.
Para a vaga de Kaká, Alex é o mais cotado, apesar de ainda não ter sido confirmado por Parreira. A outra opção do treinador, mais remota, é recuar Ronaldinho Gaúcho e escalar Adriano como companheiro de ataque de Ronaldo.
Parreira conversou com os jogadores e destacou a importância de um triunfo hoje para a equipe não passar sufoco no restante das Eliminatórias. ''Depois deste jogo o Brasil vai pegar várias pedreiras como, por exemplo, enfrentar Equador e Bolívia na altitude e Argentina e Uruguai, fora de casa. Portanto, temos que ter reservas para poder gastar. As Eliminatórias são desgastantes e temos que estar preparados para insucessos, embora esperamos que eles não aconteçam'', disse Parreira. ''A dificuldade vai ser normal. O segundo turno vai ser como o primeiro'', completou Roque Júnior.
Inteligência Ofensiva e inteligente, mas não imbatível. É esse o conceito que Parreira e Roberto Carlos têm da seleção brasileira. A frase mais inusitada é do lateral-esquerdo. ''A seleção é muito inteligente, mas isso às vezes atrapalha.'' Para ele, a seleção sabe hoje jogar com a bola e sem ela. ''É um espetáculo ver a seleção brasileira jogar'', afirmou, sem explicar direito o que atrapalha. Roberto Carlos, no entanto, não considera certa a vitória hoje. ''Não existe isso de time imbatível.''
O treinador também acha que seu time pode perder e exalta a ofensividade da equipe que dirige. ''Corremos mais riscos porque o time se expõe mais'', afirmou Parreira. ''Estar no grupo já é uma vitória. Vou proteger das laterais e dar liberdade para o Renato subir'', afirmou.
Empate As seleções da Bolívia e do Uruguai empataram por 0 a 0, ontem à tarde, no Estádio Hernando Siles, em La Paz (Bolívia), na abertura da décima rodada das Eliminatórias sul-americanas. O resultado não foi bom para as duas equipes na competição. O Uruguai passou para a sexta posição, com 11 pontos oito atrás do líder Brasil. A Bolívia deixou a lanterna e subiu para o oitavo posto, com dez.



EM MACEIÓ

Brasil

Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Magrão, Renato, Alex (Adriano) e Zé Roberto; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Técnico: Carlos Alberto Parreira

Colômbia

Calero; Luis Perea, Iván Córdoba, Mario Yepes e Gerardo Bedoya; Grisales, Oscar Díaz, Restrepo, Oviedo e Pacheco; Angel. Técnico: Reinaldo Rueda

Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Estádio: Rei Pelé
Horário: 21h50

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