Guayaquil - O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, afirmou que a vitória é o único resultado que interessa contra o Equador hoje, às 19 horas (de Brasília), no Estádio Atahualpa, em Quito, pela 11rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo-2006. ''É importante ganhar, pois a Argentina está um ponto atrás e deverá vencer a Venezuela. Apesar dos venezuelanos terem melhorado bastante, a Argentina é favorita'', disse Parreira.
Segundo o treinador brasileiro, a vitória na capital equatoriana é fundamental se o Brasil quiser manter a liderança do classificatório sul-americano. ''Para mantermos a primeira posição, temos de ganhar. Só nos interessam os três pontos'', acrescentou Parreira.
Para evitar efeitos desagradáveis, Parreira optou por concentrar a equipe em Guayaquil e viajar para Quito apenas horas antes da partida.
A seleção de Parreira lidera as Eliminatórias, com 20 pontos (cinco vitórias e cinco empates), contra 19 da Argentina, que enfrenta a Venezuela, às 22h45 (de Brasília), em Buenos Aires. Os equatorianos estão em quarto lugar, com 13, atrás também do Paraguai, que tem 16.
O treinador brasileiro teve alguns problemas após a convocação e acabou perdendo o titular Zé Roberto, além dos reservas Edu e Luís Fabiano por contusões. Ricardinho, do Santos, e Pedrinho, do Palmeiras, foram chamados para completar o grupo. Sem Zé Roberto e Edu, seu reserva imediato, o meia santista deverá ganhar uma chance no time.
Apesar de ter conquistado seus 13 pontos em casa (quatro vitórias e um empate) como visitante, perdeu os cinco jogos disputados , o técnico da seleção do Equador, Luiz Fernando Suárez, afirmou que sua equipe não é ''apenas altitude''. ''Não pensem que o Equador é apenas a altitude. É claro que ela afeta os jogadores das outras seleções. Mas nós também vamos explorar a técnica com uma disciplina tática aplicada'', alertou o treinador.
Alterações A Fifa irá mudar radicalmente as Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010. Em vez de 18 partidas em dois anos e meio, as Eliminatórias trão oito jogos para cada país em um período curto, provavelmente, dois meses. ''Acho a medida correta. Não é certo o sacrifício que todos fazemos com uma competição insana, absurda. É muito desgaste desnecessário. Chega'', desabafava Carlos Alberto Parreira.
''Eu fiz uma viagem de dez horas e meia. Vim da Espanha, fiz escala em Lima. Um terror. O jogador se desgasta, não treina, se indispõe com o clube. Esse tipo de eliminatória precisava mesmo acabar. Ninguém aguenta mais isso'', assegura Renato.
''Se tiver menos partidas e mais tempo para treinamento e entrosamento todos ganharão. Viajar da Europa para a América do Sul, fazer um mero treino e ir para o jogo com toda a cobrança que o Brasil merece não é justo com os atletas'', diz Kaká.
''Eu já tinha parado de pensar em disputar a Copa de 2010. Mas se a Fifa tiver o bom senso de mudar mesmo essas Eliminatórias, acho que também mudo de idéia. Vocês vão ter de me aguentar'', provocava o 'eterno' Cafu, 34 anos.



EM QUITO

Equador

Villafuerte; Ulises de la Cruz, Iván Hurtado, Giovanny Espinoza e Ambrossi; Edwin Tenorio, Urrutia, Ayoví e Méndez; Kaviedes e Agustín Delgado. Técnico: Luis Fernando Suárez

Brasil

Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Renato, Juninho Pernambucano, Ricardinho e Kaká; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Técnico: Carlos Alberto Parreira

Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Estádio: Olímpico Atahualpa
Horário: 19 horas (de Brasília)

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