São Paulo, 11 (AE) - O sistema das eliminatórias sul-americanas, além de dificultar a presença de estrangeiros no País, vai provocar divergências entre os clubes brasileiros e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os times locais também terão de abrir mão de seus melhores jogadores para a seleção de Wanderley Luxemburgo por pelo menos 18 vezes entre março de 2000 e novembro de 2001 e já estão reclamando.
"A CBF tem a obrigação de chamar os clubes e negociar
disse o vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda, que já adiantou que o clube não cederá seus jogadores para os amistosos deste ano da seleção quando tiver envolvido em alguma competição. "Quando houver coincidência de datas, meus jogadores não vão para a seleção, disse.
"Esse é um problema antigo e insolúvel, afirmou Pérsio Rainho, do São Paulo. "A única forma de contorná-lo é formar um grupo maior de jogadores para suprir as ausências, acrescentou Paulo Angioni, do Palmeiras-Parmalat.
Alheio ao problema, Wanderley Luxemburgo considerou boa a fórmula das eliminatórias. "Ela premia os melhores, disse. Paulo César Carpegiani, do São Paulo, que participou deste tipo de disputa pelo Paraguai, concorda: "Brasil e Argentina são beneficiados porque têm tempo de recuperação.

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