Ontem o dia foi de explicações sobre a derrota londrinense no Jogos Abertos do Paraná (JAP's). Nos corredores da Fundação de Esportes (FEL), atletas, dirigentes e técnicos buscavam solucionar a matemática dos jogos e encontrar uma justificativa plausível que explicasse o revés de Londrina e o sucesso da bicampeã Maringá. A tese mais popular defende que a eliminação da equipe de vôlei masculino, que atuou com um jogador irregular, foi a maior responsável pela derrota da delegação da cidade. ''O vôlei era favorito a ficar com o título. Se tivessemos vencido já seriam 20 pontos a mais na classificação final. Tivemos também algumas infelicidades em jogos semifinais'', avaliou o coordenador de esportes da FEL, José Augusto de Souza.
O fato é que Maringá integrou todas as modalidades na divisão A e apostou em sua regularidade para triunfar nos JAP's. Londrina, por sua vez, não enviou equipe de bolão feminino e disputou a bocha da divisão B. Além disso, a cidade enviou uma equipe juvenil no basquete masculino (quarto lugar) e conquistou poucos pontos no tiro ao alvo, modalidade dominada pelos rivais. O handebol masculino, representado pela Unifil, perdeu a decisão para o Olímpico (Maringá) e o futebol não foi além de um quarto lugar.
Mesmo assim, Londrina superou a rival em número de títulos conquistados. Foram 11 contra 10 de Maringá. O futsal feminino, o vôlei feminino, a GR, o xadrez masculino, o ciclismo feminino e handebol feminino são alguns exemplos de equipes que terminaram os JAP's com a medalha de ouro.
Londrina (464 pontos), no entanto, se curvou diante da regularidade de Maringá (498), que conquistou oito medalhas de prata e cinco de bronze, contra sete e duas da delegação londrinense. ''No geral fomos bem, eu sempre acreditei que podíamos brigar com eles até o final do jogos, como realmente aconteceu. Só lamentamos a eliminação do vôlei'', disse o coordenador.

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