"Isso é natural e acontece com vários treinadores, criaram um bicho de sete cabeças", desabafou o meia
"Isso é natural e acontece com vários treinadores, criaram um bicho de sete cabeças", desabafou o meia | Foto: Roberto Custódio/01-03-2017



São Paulo - Cícero colocou panos quentes nesta quarta-feira (17) na polêmica com Rogério Ceni. Na última terça-feira (16), a divulgação de que o treinador atingiu o volante acidentalmente ao chutar uma prancheta no vestiário gerou uma série de questionamentos sobre o relacionamento de Ceni com os jogadores. O fato ocorreu durante uma bronca geral, no intervalo do primeiro jogo contra o Corinthians, pelas semifinais do Paulista.
"No intervalo, estávamos chegando ao vestiário, isso é natural, acontece em vários outros lugares, o Rogério deu um chute, não é nem prancheta, é um quadro onde ele faz explicações. O quadro caiu no chão, pegou na minha direção, resvalou no meu pé. Nem pegou em mim direito. Acontece em todos os clubes. Isso é natural, quando você ouve um treinador dar chacoalhada no vestiário, até fizemos um segundo tempo bom. Já presenciei jogadores chutando copos indignado por perder jogos. Isso é natural e acontece com vários treinadores, criaram um bicho de sete cabeças, uma situação que não tem nada a ver", desabafou Cícero.
O volante, que foi contratado no início desta temporada com o aval do treinador, negou que exista qualquer problema pessoal com o treinador. "Quem sou eu para confrontar o maior ídolo da história do clube? O Rogério é referência para todos nós, temos muito a aprender com ele. Foi ele quem fez força para me trazer. Jogava carta com ele quando ele jogava. Sendo sincero, o trabalho dele é bom, todos falaram do São Paulo no início da temporada, mas sabemos que as eliminações pesam muito. Se falar que estamos bem, estarei mentindo, temos que botar pés no chão, calçar sandália da humildade e trabalhar", afirmou o volante, que lamentou o fato de a bronca de Rogério ter sido revelada.
"Eu gostaria de saber quem falou para a imprensa. Soltar uma coisa dessa, que não é verdade, isso não tem cabimento. Não condiz com a situação. Minha gripe permanece ainda, está no fim, meu corpo já responde melhor, estou treinando normalmente. Quando o time está bem, as coisas entram na sua cabeça e você não espera. Pode se acomodar um pouco, achar que está jogando mais", completou o jogador.
Lugano, Pratto e Rodrigo Caio, líderes do elenco são-paulino, começam a agir para proteger seu comandante, fechar o grupo e levantar a moral dos jogadores. Após a derrota diante do Cruzeiro, Rodrigo Caio procurou, por conta própria e a portas fechadas, funcionários do clube. Expressou apoio a Ceni, defendeu sua permanência e disse acreditar em uma volta por cima. O zagueiro deu entrevista na segunda-feira (16) e reconheceu que as derrotas abalaram a confiança do grupo, mas repetiu a defesa de seu treinador, agora publicamente.
Lugano se ofereceu para fazer o mesmo em entrevistas. A amigos, o zagueiro, que só tem contrato até junho de 2017, revelou que usa sua liderança para tentar unir jogadores em torno de Ceni.

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