São Paulo - As ameaças do presidente Mustafá Contursi e a possibilidade de desmanche do time no final do ano andam assustando até quem tem contrato longo e vem jogando bem no Palmeiras. Esse é o caso, por exemplo, do atacante Osmar, artilheiro do time no Campeonato Brasileiro, com 11 gols. ''Nunca se pode falar que estamos seguros num emprego. Tenho contrato até 2006, mas isso não quer dizer nada'', admitiu o jogador.
Além de Osmar, outro que não tem certeza quanto ao futuro é o zagueiro Nen. Titular durante todo o ano, ele conta com a admiração dos companheiros e o respeito da torcida. Mas diz não saber se isso será suficiente para fazer com que Mustafá pague os R$ 2 milhões que o Gama pede para liberá-lo em definitivo. ''Quero muito continuar no Palmeiras, mas parece que a diretoria não quer pagar o que o Gama está pedindo. Estou preocupado'', revelou.
A diretoria tem tentado convencer o Gama a renovar o empréstimo, que expira em 31 de dezembro. Mas o clube de Brasília já deixou claro que não aceita topa apenas negociá-lo em definitivo e por R$ 2 milhões. ''Ainda tenho fé de que vai dar tudo certo'', disse Nen.
Magrão, Baiano, Pedrinho e até o goleiro Marcos, que não joga desde maio, também têm propostas do exterior. A saída deles pode estar condicionada à classificação do time para a Libertadores se o Palmeiras conseguir a vaga no torneio, presume-se que Contursi não vai querer se desfazer de seus principais jogadores, por mais que haja a preocupação em reforçar o caixa do clube.
Mas o maior temor no elenco continua sendo a lista que o técnico Estevam Soares deve entregar a Mustafá nos próximos dias. Ele deverá indicar os jogadores que não serão aproveitados até 19 de dezembro, quando termina o Brasileiro. Esses atletas ganharão ''férias antecipadas'' param de treinar na primeira semana de dezembro, voltam a trabalhar no início de janeiro e iniciam a campanha do Paulistão de 2005, enquanto os titulares descansam.

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