São Paulo - O treinador Marcelo Vilar bancou o professor, ontem, no treino do Palmeiras. Com o auxílio de uma lousa, exibiu para os titulares o esquema tático do Goiás, adversário de amanhã no Palestra e orientou a turma em relação à colocação em campo com um jogo de botões imantados.
Se surtiu efeito, no jogo vai se saber, mas o volante Francis, único jogador que falou após o treino, disse gostar da iniciativa. ''Foi bom pra ver como o Goiás deve jogar (com três zagueiros e um ataque rápido). Já sabemos o que fazer'', avaliou. ''Cada treinador tem seu método de mostrar como joga o adversário; o Vilar usou esse; dá para ter uma noção mais clara do que ele quer'', disse.
Após a aula de 25 minutos, Edmundo, jogador que segundo a assessoria do clube não falará com a imprensa até o fim do Campeonato Brasileiro, saiu cantarolando um sucesso do grupo de pagode Revelação, cujo refrão é ''todo mundo erra, todo mundo já errou.''
Terminada a exposição, Vilar tentou aplicar em campo os ensinamentos passados aos pupilos. Levou os ''alunos'' para o gramado principal da Academia de Futebol e, assim como fizera no sábado, montou um meio-de-campo mais ofensivo, com Juninho Paulista e Valdívia na armação das jogadas para Enílton e Edmundo.
Pelo menos nos treinos de ontem, a coisa não deu muito certo. Os reservas venceram por 3 a 1. ''Não fico bravo, pois eles (reservas) estão brigando para entrar no time. Nessa disputa, quem ganha é o Palmeiras. O resultado foi natural'', amenizou Francis.
Um dos responsáveis pela marcação no meio-de-campo do Palmeiras, o volante Francis se sentiu aliviado com a formação mais ofensiva adotada por Vilar nos últimos treinamentos. Com Juninho e Valdívia, sua responsabilidade de criar jogadas no ataque diminui. ''Fica mais fácil, pois tira um pouco a responsabilidade de ter de levar a bola à frente'', explicou.

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