A reapresentação do elenco do Londrina, ontem à tarde, foi marcada por uma reunião com o gestor Sérgio Malucelli. O dirigente reuniu jogadores e comissão técnica a portas fechadas para cobrá-los sobre a má fase da equipe, que não vence nem marca gols há cinco jogos consecutivos. Ao final do encontro, houve um pacto de vitória para o próximo domingo, contra o Atlético, no Café. Na última segunda-feira, Malucelli havia afirmado em entrevista à FOLHA que "alguma coisa teria que ser feita".
Ontem, porém, o gestor até esteve no local das entrevistas coletivas, mas evitou falar com a imprensa. Disse apenas que não houve mais nenhum afastamento e confirmou que, pelo menos por enquanto, permanece a punição ao atacante Arthur, afastado do elenco principal após um ato de indisciplina – não revelado pela diretoria alviceleste – ainda no vestiário após a derrota para o J.Malucelli, no último final de semana, em Curitiba.
O jogador treinará separado dos demais companheiros, está fora do duelo com o Atlético, que encerra a primeira fase do Campeonato Paranaense, mas existe uma possibilidade de retornar ao time para o mata-mata.

DEFESA
Escalados para a tradicional coletiva de terça-feira, os não menos tradicionais Dirceu e Germano, dois dos mais experientes do grupo, comentaram a situação do atacante e saíram em defesa do companheiro. "É inevitável (o desconforto) porque é um jogador referência para o grupo, mas o Sérgio (Malucelli) tem os motivos dele, é uma coisa que foge da nossa alçada. Onze jogos sem marcar é muito, tudo bem, mas o cara está trabalhando e ajudando muito. Mas não é só ele, é um momento diferente que estamos vivendo do que estávamos acostumados e precisamos estar bem psicologicamente para superar", disse o capitão Dirceu, que volta ao time após suspensão e ontem participou de um amistoso com o Grêmio Araponguense.
"Talvez não seja a pessoa certa para falar porque sou apenas um atleta, mas o Arthur é um atleta de um potencial muito grande, de futuro muito promissor, que tem se empenhado nos treinos e jogos", esquivou-se o experiente volante. Ambos, porém, afirmaram que o ambiente do elenco é tranquilo e que não há racha entre os jogadores.
Se eles garantem que o clima é de paz no grupo, o mesmo não se pode dizer da relação com a torcida. A principal organizada do clube postou ontem em sua página em uma rede social um recado direto aos atletas: "O único rei aqui é essa torcida, que gasta o que não tem para estar na bancada, que corre todo tipo de risco na estrada para poder estar ao lado do clube. Que deixa amigos e família de lado para tentar levar um pouco mais de apoio. Chega de choro. É hora de mudar a postura. Levaremos o nosso apoio, mas a paciência acabou", avisava a postagem. Um dos alvos da torcida, o centroavante ganhou o apelido de "Rei Arthur" após marcar oito vezes e ser peça fundamental no título estadual de 2014. Já o prestígio do técnico Claudio Tencati parece seguir inabalável entre os torcedores.
O volante Germano reagiu naturalmente e prometeu foco na recuperação "para deixar a torcida feliz". "Nós estaremos imbuídos, focados, nesse final de semana, em busca da vitória. A cobrança é natural, somos cobrados internamente, pelas esposas, pais e até filhos. A partir do momento em que o resultado não vem, isso é natural, mas não podemos deixar que isso venha criar dúvidas no momento que estamos passando. Vamos fazer por onde as coisas acontecerem", contemporizou.
Sétimo colocado no Estadual, com 15 pontos, o LEC já está classificado à segunda fase. A equipe ainda luta para buscar um lugar entre os quatro primeiros. Para isso, precisa vencer o Furacão e torcer contra Operário, Paraná, Maringá e Foz do Iguaçu.

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