Jaime Kaster
Reportagem Local
A um dia do primeiro jogo da final da Liga Nacional de Handebol Masculino de 2006, a expectativa é grande entre jogadores e comissão técnica da Unifil/Londrina/Sercomtel. Amanhã a equipe começa a decidir o título com a Metodista/São Bernardo-SP, que terminou em 1º lugar na fase de classificação (a Unifil foi a 2ª). Por esse motivo, os paulistas terão a vantagem de fazer em casa o segundo jogo da final, além de jogar por dois resultados iguais.
  O primeiro confronto do mata-mata será amanhã, às 17h15, no Ginásio Moringão, com portões abertos ao público e também com transmissão ao vivo pela ESPN Brasil. Sem a cobrança de ingresso, a diretoria da equipe londrinense espera pelo menos 5 mil torcedores empurrando o time em busca de mais um título da Liga – a Unifil foi campeã pela primeira vez em 2005, quando bateu o Pinheiros na decisão.
  E é a terceira final seguida dos londrinenses, vice-campeões em 2004, quando perderam justamente para a Metodista, heptacampeã brasileira. Naquela ocasião, a Unifil empatou no Moringão e perdeu os dois jogos seguintes no ABC paulista.
  Agora os times voltam a se encontrar numa final e desta vez não há favorito, segundo o técnico da Unifil, Giancarlos Ramirez. ‘‘Nossa equipe está muito confiante e unida, cada um fazendo bem o seu papel. O ataque, que normalmente não é nossa principal virtude, melhorou muito e até me surpreendeu neste último jogo contra o Pinheiros, quando tivemos uma contagem alta (31 a 26) e não desperdiçamos gols. Só falta caprichar mais a defesa’’, ressalvou.
  Para ele, a defesa esteve ‘‘muito passiva’’ principalmente no primeiro tempo do jogo contra o Pinheiros, quando o armador-esquerdo China marcou oito gols. ‘‘Deixaram o China arremessar de onde ele queria e achei os nossos armadores (Mão e Edinaldo) muito distantes do Alê (pivô) na marcação. Eles precisam se aproximar mais para não deixar o Alê sozinho no um contra um’’, orientou Ramirez.
  O armador-central Léo, destaque na partida da semifinal com oito gols e várias assistências, treinou separado no início da semana, para se tratar das dores no joelho e para se poupar para o jogo de amanhã. ‘‘Tenho observado que o grupo está com a cabeça boa e todos estão confiando que é possível ganhar da Metodista aqui para depois decidirmos lᒒ, disse Léo. Se vencer, a Unifil joga pelo empate na partida de volta.
  O técnico Ramirez aposta na preparação física que a equipe fez ao longo do ano. ‘‘Foi feito um trabalho científico com os atletas. Não tivemos como deixar a equipe boa para a Copa do Brasil (disputada em junho e vencida pelo Pinheiros), então decidimos priorizar apenas a Liga, no segundo semestre, e o time agora está no ponto ideal’’, afirmou.
  O ponta-esquerda Cesinha lembrou que, além do físico, os atletas têm que cuidar de outros aspectos antes de um jogo decisivo como o de amanhã. ‘‘Precisamos dormir bem e ficarmos concentrados e unidos. Isso foi decisivo no jogo contra o Pinheiros’’, relatou.
  
Metodista - De acordo com o técnico da equipe paulista, Alberto Rigolo, as quatro equipes que chegaram à semifinal tiveram méritos, porém ele considerou justa a final contra a Unifil. ‘‘Como nós, eles fizeram a melhor campanha na competição. Será um jogo de estudo e precisamos respeitar tanto os jogadores, quanto o técnico adversário’’, disse.

mockup