Eleição presidencial sob risco
Zurique - A Justiça suíça quer convocar a partir de hoje cartolas da Fifa para que prestem depoimentos, ameaçando a eleição na entidade marcada para esta sexta e até mesmo as Copas de 2018 e 2022. Diante dos alertas, nos bastidores a Fifa recomendou aos cartolas que temam ser presos que deixem a Suíça, enquanto a Uefa pede que a eleição seja adiada por seis meses.
A Fifa mantinha ontem a tese de que não iria mudar seus planos e que o Congresso marcado para começar nesta quinta precisaria ser mantido. "Uma coisa não tem relação com a outra", declarou Walter de Gregorio, porta-voz da Fifa. Mas ao longo do dia, o tom mudou depois que a Justiça norte-americana indicou que nem o presidente Joseph Blatter estaria isento de vir a ser investigado. A partir desse momento, ele deixou qualquer certeza sobre a eleição, enquanto os advogados da Fifa passaram a sugerir a cartolas que deixassem o país para evitar uma eventual prisão.
Em um comunicado ao final do dia, Blatter, que concorre à reeleição contra o jordaniano Ali bin Hussein, não citou uma única vez a eleição. "É um momento difícil para o futebol, para os torcedores e para a Fifa. Entendemos a frustração que muitos expressaram quando souberam dos eventos de hoje (quarta-feira). Por mais lamentáveis que sejam esses eventos, deve ficar claro que damos as boas vindas a essas ações e investigações. Acredito que isso vai ajudar a reforçar as medidas que a Fifa já toma para expulsar do futebol esses atos", disse o texto.
A Uefa deixou claro que é contra a realização da eleição. (A.E.)





