Eleição no judô será dia 16
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sábado, 03 de março de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Com a experiência de inúmeros desentendimentos com a família Mamede, que comanda o judô brasileiro há 21 anos, o campeão olímpico Aurélio Miguel (foto), apontado como o melhor judoca do século na América Latina, está na defensiva na sucessão presidencial da Confederação Brasileira da modalidade, em eleição marcada para o próximo dia 16, no Rio de Janeiro. Um dos articuladores da candidatura de Luiz Carlos Novi, da chapa Conciliação Nacional, acabou se afastando da campanha. Ele espera para qualquer momento uma virada de mesa de Joaquim Mamede, que não é candidato e prega, como um antídoto, um acordo de Novi com Paulo Wanderley Teixeira, da chapa Avança Judô.
Só há uma maneira de eliminarmos o risco de Mamede tentar atrapalhar a eleição que é a união das candidaturas, comenta o judoca, que ontem completou 37 anos.
O campeão olímpico Aurélio mostra-se preocupado com o fato de a CBJ ainda não ter divulgado a relação das federações com direito a voto. Para ele, este é um mau sinal. Eles devem estar preparando alguma coisa, diz. Por que não jogam claro e anunciam os nomes dos integrantes do colégio eleitoral?
O atleta do Clube de Regatas Flamengo participou ativamente da campanha de Novi, diretor de judô da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), procurando pessoalmente os presidentes de federações e pedindo voto. Com as intervenções decretadas pela Confederação nas federações do Maranhão e do Ceará, que haviam declinado voto em Paulo Wanderley, Aurélio ficou numa situação difícil e resolveu sair de cena.


