Eleição na CBB afasta espanhol do Brasil
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sábado, 18 de abril de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Enquanto o campeonato - o Novo Basquete Brasil (NBB) - da recém-criada Liga Nacional de Basquete (LNB) pega fogo, com a disputa acirrada para garantir uma vaga nos playoffs, o técnico da seleção brasileira masculina está bem longe das quadras do País. Juan Manuel Monsalve, o Moncho, primeiro estrangeiro a dirigir a equipe nacional, está na Espanha e não viu um joguinho sequer do campeonato.
Um fator fundamental para a ausência de Moncho no Brasil é a eleição presidencial da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), no próximo dia 4, no Rio de Janeiro. O pleito será realizada entre a 27. e 28. rodadas da fase inicial da competição, etapa que tem 30 jornadas e terminará em 15 de maio.
O atual mandachuva da entidade, Gerasime Bozikis, o Grego, é o principal avalista de Moncho na seleção. No dia 4, o dirigente enfrentará a concorrência de Carlos Nunes, presidente da Federação Gaúcha de Basquete, seu assessor durante 12 anos.
Nunes disse que não tem planos de substituir o espanhol em um primeiro momento. ''Fica tudo como está. A seleção tem competições importantes pela frente, não seria bom sofrer esse baque agora''. Ele, porém, já sinalizou que a presença de um estrangeiro na seleção pode ser um desprestígio aos técnicos brasileiros. Por isso, Moncho espera pela eleição (e pela vitória de Grego) para vir ao Brasil.
Enquanto Moncho não vem, quem faz as vezes de treinador da seleção e observa jogadores é José Alves Neto. ''O Moncho não está aqui, mas eu sempre lhe envio relatórios. Vou a alguns jogos e ele fica sabendo de tudo o que acontece no campeonato. Estar na Espanha não atrapalha o trabalho'', garantiu Neto.


