Ainda sem uma data definida e com várias incertezas, a eleição para a presidência da FPF (Federação Paranaense de Futebol) já movimenta os bastidores do futebol do Estado. Assim como tem acontecido nos últimos pleitos, haverá bate-chapa.

São pelo menos dois pré-candidatos: o atual mandatário Hélio Cury e o empresário londrinense Gilberto Ponce, ex-presidente do extinto Cincão Esporte Clube. Ligado ao futebol amador de Curitiba, Jadir Pedro Setti chegou a percorrer o Estado em busca de apoio, mas acabou declinando da intenção de concorrer ao cargo.

No último dia 25, a FPF nomeou a Comissão Eleitoral, que será formada pelos advogados Munir Abagge, Leandro Souza Rosa e Bruno Augusto Vigo Milanez. "Estamos finalizando um regulamento próprio para a definição de todas as regras da eleição, inclusive com a confirmação da data e do local do pleito. A partir daí vamos publicar o edital de convocação", revelou Leandro Souza Rosa, ex-presidente do TJD-PR (Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná). Pelo estatuto da entidade, as eleições devem ser realizadas até o fim de março.

Cury é presidente da FPF desde 2007 - assumiu no fim daquele ano após uma decisão judicial que afastou Onaireves Rolim de Moura. Foi eleito pela primeira vez em 2008, mesmo ano em que mandatos em todas as federações foram estendidos até 2015 a pedido da CBF, em razão da Copa do Mundo de 2014. Em 2015, Cury foi reeleito numa disputa contra Ricardo Gomyde, apoiado pelo Trio de Ferro curitibano. Agora, o dirigente faz articulações nos bastidores para se manter no poder. O principal passo foi a reaproximação com Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Athletico. Cury tem apoio explícito também de Londrina, Paraná e Operário. O Coritiba não revelou ainda sua opção na eleição.

Questionado sobre buscar a sua terceira eleição após 11 anos no comando da entidade, Cury se defendeu. "A lei promulgada em 2015 (que proíbe três mandatos consecutivos em federações a partir da sua publicação) permite uma reeleição, então eu estou dentro do que prevê a lei. E a única coisa que posso te assegurar é que serei candidato", afirmou.

Gilberto Ponce garante que sua candidatura surge como a via para representar os clubes do interior e que tem como principal objetivo renovar o futebol do Estado. "Assim como na política, a federação precisa de mudança e de pessoas que agregam. Vou administrar de forma democrática e não como se a federação fosse uma empresa própria", afirmou.

A FPF ainda não divulgou a relação de todos os clubes regularizados e com direito a voto. O número deve ficar em torno de 70 associações. Só do futebol amador são 33 clubes - o único que não é de Curitiba e Região Metropolitana é a equipe feminina de Foz do Iguaçu - e cinco ligas amadoras, de Guarapuava, Campo Largo, Colombo, São José dos Pinhais e Araucária.

"As nossas equipes pequenas e médias não têm nenhum apoio da federação, assim como os clubes da segunda e terceira divisões do futebol amador. Temos que valorizar mais estes times", apontou Ponce.

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