Zurique, Suíça - Na primeira eleição unificada de melhor jogador de futebol do mundo, pela primeira vez os três finalistas jogam no mesmo clube (Barcelona) e têm a mesma língua materna (espanhol). Iniesta, Messi e Xavi disputam o primeiro troféu que terá a assinatura conjunta da Fifa e da Bola de Ouro.
Se há novidades hoje em Zurique, a coroação só reforça uma tendência iniciada em 1991, quando a Fifa passou a escolher o melhor da temporada: os latinos são soberanos no mundo da bola.
Desde então, 84,2% dos ganhadores são latinos, e isso não inclui a eleição referente a 2010. Mais tradicional e considerada mais técnica, a Bola de Ouro coroou desde 1991 ''só'' 12 latinos (63,1%).
O prêmio criado em 1956 pela ''France Football'' capta votos de jornalistas. Já o da Fifa consulta treinadores e capitães de seleções.
Na história da Bola de Ouro, os latinos são minoria entre os vencedores (42,6%), embora só na metade dos anos 90, com a concorrência da Fifa, tenha aberto a premiação para não europeus.
Tradicionalmente, as eleições da Fifa parecem dar mais peso à Copa do Mundo e a jogadores muito populares do que a Bola de Ouro. Talvez por isso o holandês Sneijder não seja finalista de 2010. O meia ganhou tudo que foi possível com a Inter de Milão, mas a Holanda perdeu a final do Mundial para a Espanha de Iniesta e Xavi.

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