‘‘Ele vai me matar, ele vai me matar!’’
Foi assim que a estudante de Direito Renata Carla Moura Alves reagiu ao ser questionada sobre suas denúncias contra o técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo, segundo as quais ele a utilizava para a compra de bens em leilões de forma irregular, para escapar do pagamento de impostos. Renata disse à Agência Estado, por telefone, que sua vida ‘‘virou um grande inferno’’ desde que começou a receber ameaças de morte de Luxemburgo, há cerca de dois anos.
Durante toda a tarde de ontem, Renata manteve contato com o pai, o advogado Roberto Carlos Baptista Alves, que permaneceu em seu escritório, no centro do Rio, tentando convencer a filha a conversar com a imprensa, para dar mais detalhes sobre supostas irregularidades cometidas por Luxemburgo: uma delas referia-se à participação do treinador na compra e venda de jogadores. ‘‘Ela tem informações nesse sentido, mas não posso falar sobre isso sem o seu aval.’’

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