Élber volta a jogar futebol em fevereiro
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sábado, 08 de janeiro de 2005
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O londrinense Élber, 32 anos, retorna hoje para Lyon, na França, para o período final de recuperação da cirurgia a qual foi submetido após sofrer fratura no perônio na partida contra o Metz, pela terceira rodada do Campeonato Francês. No período em que permaneceu em Londrina, o jogador continuou fazendo fisioterapia, duas vezes ao dia, para acelerar sua volta aos campos, prevista para acontecer em fevereiro.
Antes de voltar aos treinamentos, Élber viajará até a Alemanha para ser avaliado pelo médico que lhe operou pela segunda vez. A primeira cirurgia realizada na França, logo após a fratura, não foi bem sucedida. Por isso, o jogador decidiu ser operado na Alemanha por um especialista de sua confiança.
Além de se recuperar, outra preocupação de Élber é resolver alguns problemas que surgiram no final do ano. Diretores do Lyon falaram na imprensa francesa que o jogador não tinha avisado que ficaria um período no Brasil. ''Isso é muito chato. Eu avisei o presidente, diretores e o técnico. Ficou parecendo que eu estava forçando uma situação para deixar o clube e isso não é verdade'', ressaltou.
Élber disse que deverá cumprir seu contrato com o clube francês, que termina em junho, e posteriormente poderá voltar a atuar no futebol alemão, onde conquistou as maiores glórias de sua carreira. Atuando pelo Bayern Munique, o atacante conquistou uma Copa dos Campeões da Europa e um Mundial Interclubes, além de títulos nacionais e artilharias.
O respeito por Élber na Alemanha e particularmente no Bayern é tão grande, que sua festa de despedida do futebol deve ocorrer em dois anos será organizada pelo clube. Foram poucos jogadores que tiveram essa honra. Apenas mitos do futebol alemão, como Beckembauer e Matthaus, tiveram esse privilégio.
Falando em despedida, o londrinense não tem planos de atuar por alguma equipe brasileira. ''Na Europa estamos acostumados com outro ritmo. Aqui a cobrança é muito grande. Se os resultados não aparecem, os torcedores já chamam de mercenário e isso é muito triste'', explicou.
Um dos maiores orgulhos do jogador é o trabalho social realizado há dez anos no Jardim Franciscato (Zona Sul de Londrina), onde cerca de 500 crianças e seus pais são atendidos em uma escola profissionalizante. Eles recebem ainda atendimento médico e outros benefícios. ''Antes dava uma cesta básica, mas não era suficiente. Não adianta apenas dar, é importante ensinar'', ressaltou.


