Élber quer virar dirigente do Bayern
Quando começou a jogar futsal em Londrina, em 1990, Élber nem imaginava o que o futuro lhe guardava. Da meteórica passagem pelo Tubarão, no mesmo ano, para o sucesso na Alemanha foi questão de tempo.
Élber faz 32 anos no próximo dia 23 e diz que espera jogar mais duas ou três temporadas para de encerrar a vitoriosa carreira que começou no Londrina em 90. No mesmo ano foi campeão sul-americano com a seleção brasileira júnior. No Mundial da categoria em Portugal, a seleção foi vice-campeã, ele marcou cinco gols e atraiu a atenção do futebol europeu. Foi vendido em 91 para o Milan por US$ 1 milhão, a maior transação já feita pelo Londrina. Logo em seguida foi emprestado ao Grasshopper (Suíça), onde ficou até 94. Se transferiu para o Stuttgart (Alemanha) e, em 97, foi contratado pelo Bayern Munique onde se consagrou. No meio do ano se transferiu para o Lyon, da França.
Entre os muitos títulos, vários campeonatos alemãos, mas dois especiais: uma Copa dos Campeões da Europa e um Mundial Interclubes, todos pelo Bayern, clube que ele guarda no coração. ''Penso em trabalhar no Bayern depois que parar. Já mantive contatos, tenho casa em Munique'', revelou Élber.
Apesar de ter sido campeão francês com o Lyon em sua primeira temporada, o atacante não está feliz no país e quer voltar para a Alemanha. ''Tenho vontade de voltar, mas tenho contrato por mais um ano com o Lyon. É muito bom chegar e já ser campeão, mas pessoalmente sei que não foi bom. Posso dar muito mais ao time. A adptação foi díficl e me prejudicou'', disse o atleta, que se despediu de Londrina na sexta-feira. Ontem, ele se reapresentaria ao Lyon.
A maior frustação de Élber foi não disputar a Olimpíada de Barcelona em 92, quando o Brasil não conseguiu se classificar. ''Era meu sonho'', confessou. O artilheiro quase disputou as duas útlimas Copas, mas contusões o tiraram da seleção momentos antes. ''Não penso mais em seleção'', finalizou. (T.M.)





