Élber pode ser o pivô de um incidente diplomático entre a Confederação Brasileira de Futebol, o Bayern Munique e a Fifa. O centroavante embarcou para a Alemanha no sábado à noite, certo de que convenceria os dirigentes do clube a concordarem com a liberação para a disputa da Copa América. Mas até agora ele não obteve sucesso em sua missão.
A rotina de Élber tem sido uma sequência de incertezas desde a sexta-feira, quando soube que haveria o torneio sul-americano e que estava reconfirmado na lista de Felipão. A primeira providência foi interromper as férias, no Nordeste, e entrar em contato com o Bayern. E ouviu a ordem, dada pelo vice-presidente Karl-Heinz Rummenigge: ‘‘Volte imediatamente.’’
Em seguida, tentou comunicar a decisão para a CBF e só conseguiu falar com Antonio Lopes minutos antes de embarcar. ‘‘Não sei o que fazer’’, afirmou, em Bremen, onde o time cumpre pré-temporada. ‘‘Surgiram várias notícias dando conta que eu estava liberado, mas aqui todos dizem que não é verdade’’, lamentou, em entrevista ao Estado por telefone, minutos depois de ter conversado com Uli Hoeness, diretor geral do clube, por volta de meia-noite no horário alemão (19 horas de Brasília).
Se depender do Bayern, ele perderá mesmo a chance de enfim cavar lugar na seleção. O porta-voz do clube, Markus Hoerwick, garantira à tarde que não haveria negociação e que, tanto Élber quanto o peruano Pizarro não regressariam à América do Sul. E justificou a atitude em leis e parágrafos do Estatuto do Jogador, da Fifa. A CBF não se convenceu. Segundo o coordenador técnico Antonio Lopes, Élber vai jogar a Copa América e, se a polêmica persistir, pode parar na Fifa.

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