O atacante Élber, que ganha hoje uma chance como titular da seleção, tem um fã ilustre e não sabia. ‘‘Eu acompanho o Élber desde os tempos em que ele jogava na seleção de juniores: ele está muito bem na Alemanha, foi bem quando jogou pela seleção do Zagallo e indiquei, no início do ano, a sua contratação para o Corinthians’’, disse Luxemburgo.
Élber ficou surpreso como quando soube que havia sido convocado para o jogo com o Equador. ‘‘Eu fico sempre ligado nas notícias da seleção pela Internet e meu nome jamais foi citado; por isso, não esperava ser chamado’’, afirmou.
Agora, o desafio é provar que merece tantos elogios. ‘‘Não adianta chegar até aqui e não mostrar o que sei’’, afirmou.
Mas o atacante prevê dificuldades. ‘‘O entrosamento inexiste e o Wanderley está introduzindo um sistema novo, em que os atacantes devem correr bastante por todo o campo, o que não estou acostumado a fazer’’, explicou o jogador, falando sobre o futebol participativo que o treinador quer ver a seleção praticando.
O trunfo de Élber, que tem 26 anos, é o bom momento que ele vive no Bayern de Munique: fez cinco gols nos seis jogos da equipe. ‘‘Ganhei muito com a entrada do novo técnico (Otmar Hitzfeld) no lugar de Giovanni Trappatoni’’, explicou o jogador. Segundo ele, o antigo treinador, italiano, armava o time num forte esquema defensivo e o deixava isolado no ataque. ‘‘Agora, o Bayern joga à frente e tenho mais possibilidades de fazer gols e aparecer’’, disse.
Além de Élber, outros três jogadores terão, pela primeira vez, a oportunidade de jogar com o treinador. O goleiro Rogério, do São paulo, também começa jogando, assim como o zagueiro Cesar, da Portuguesa e o volante Flávio Conceição. Todos esperam corresponder.

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