Johannesburgo - Céu nublado, tarde fria de terça-feira na região de Randburg em Johannesburgo, quando dez jogadores da seleção deixaram o Fairway Hotel para treinar no campo de golfe anexo à concentração do Brasil. Eram nove reservas e mais Elano, esperançoso de voltar ao time diante da Holanda. Menos de 30 minutos de treinamentos, Elano chamou o médico José Luís Runco e disse que não dava mais para suportar os exercícios. Runco pediu que voltasse ao hotel. Cabisbaixo, Elano abandonou o trabalho e, a passos lentos, caminhou pela grama seca até o recanto da seleção.
Estava confirmada a quarta baixa do time de Dunga para o confronto contra os holandeses, nesta sexta-feira, em Port Elizabeth, pelas quartas de final. Elano se junta aos machucados Felipe Melo e Julio Baptista e a Ramires, suspenso pelo segundo cartão amarelo.
A situação de Elano incomoda a comissão técnica da seleção, apesar do otimismo exagerado do médico. Logo após o jogo contra o Chile, Runco disse que o jogador havia mostrado boa evolução na lesão na perna direita e poderia voltar a jogar na sexta contra a Holanda. ''O Elano está bem melhor, progrediu bastante e tem boas chances de voltar na sexta-feira'', disse o médico.
Um dia depois, Elano não confirmou o diagnóstico do médico e voltou a sentir a lesão, fruto de uma pancada violenta que levou na perna direita no jogo contra Costa do Marfim, o segundo do Brasil na Copa, no dia 20 de junho. Ele está fora de combate há dez dias.
Felipe Melo e Julio Baptista também não devem ser liberados para a partida de sexta. ''A situação do Felipe requer mais cuidado, cautela. A participação dele no jogo com a Holanda é mais difícil'', revelou Runco. ''E o Julio Baptista preocupa. Não posso confirmar hoje (terça) que os dois vão ser liberados''.
Sem os três machucados e Ramires suspenso, Dunga ainda pode ter mais dor de cabeça pela frente. Kaká, Juan e Luís Fabiano entram pendurados com o cartão amarelo no jogo com a Holanda. Se levarem o segundo cartão, não poderão disputar a semifinal, caso o Brasil se classifique, no próximo dia 6, na Cidade do Cabo.
A expectativa ou torcida de Dunga pela recuperação dos machucados nos próximos seis dias e que os três pendurados terminem a partida sem levar um novo amarelo. Só assim, o treinador teria a seleção brasileira que ele considera ideal para jogar a semifinal e, quem sabe, a grande decisão da Copa, no dia 11 de julho, em Johannesburgo. (L.A.P./A.E.)

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