Johannesburgo - Titular da seleção brasileira, o meia Elano reconheceu ontem seu papel de coadjuvante no time. Mas garantiu estar feliz com essa posição, a mesma que se acostumou a viver durante toda sua carreira, seja em clubes ou seja representando o Brasil.
''Sempre me considerei um coadjuvante. E me sinto feliz desse jeito'', admitiu Elano, ontem, durante entrevista coletiva no hotel da seleção em Johannesburgo. ''Por onde passei, nunca quis ser a estrela. Espero continuar assim.''
Nesse papel de coadjuvante, Elano vê a regularidade como sua principal arma. ''Sempre busquei a regularidade. Procurei em todas as oportunidades, tanto nos clubes quanto na seleção, fazer o melhor. E acho que consegui'', explicou.
Prestes a encarar sua primeira Copa, e já como titular do Brasil, Elano garante estar preparado para o desafio. ''Há nervosismo e preocupação, mas procuro não colocar pressão sobre mim'', contou o meia. ''Estou preparado para uma grande disputa.''
Ele também mostra confiança no sucesso do trabalho feito pelo time brasileiro para a disputa da Copa na África do Sul. ''Nesse grupo, cada um completa o que o outro pode não ter. Por isso, temos um grupo muito forte'', afirmou Elano.
Reserva de luxo
Se Elano assume a condição de coadjuvante, o polivalente Daniel Alves não consegue ser titular da equipe de Dunga mesmo com o sucesso que faz com a camisa do Barcelona, que o transformou num dos destaques do futebol mundial. Na lateral direita, o dono da posição é Maicon. E, mesmo sendo opção para o meio-de-campo, ele deve começar a Copa no banco. Mas o jogador garante não se abalar com isso. ''Não me sinto reserva'', avisou.
''Não é uma preocupação ser titular ou reserva. Não existe isso nessa seleção'', explicou Daniel Alves. Ele, inclusive, revelou não estar frustrado por ficar no banco. ''Isso não passa pela minha cabeça. Estou realizando um sonho de estar na Copa. Estou aqui para somar, ajudar o grupo.''
Apesar do discurso, Daniel Alves já mostrou ser a principal opção de Dunga na reserva da seleção, podendo entrar nas duas laterais e até mesmo no meio-de-campo, o que o torna uma espécie de 12.º jogador da seleção. Por isso mesmo, ele não escolhe posição para entrar. ''Se fosse no Barcelona, disputaria a lateral direita. Aqui não tem que escolher aonde gostaria de jogar'', disse.
Ele, no entanto, garantiu estar preparado para entrar no time quando Dunga precisar. ''Estou pronto para ter uma oportunidade, seja um minuto ou um jogo inteiro.''

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