São Paulo - O São Paulo embarcou ontem para o jogo de volta da fase preliminar da Libertadores com a tranquilidade de ter vencido a primeira partida contra o Bolívar por 5 a 0, mas preocupado com os efeitos dos 3,6 mil metros da altitude de La Paz. O goleiro Rogério Ceni ressaltou a necessidade de ter atenção com a situação para não ser surpreendido.
"A bola é mais rápida lá. Além do chute, há o perigo da bola cruzada, que perdemos um pouco do tempo. Quando acha que vai chegar, precisa dar um passinho para trás. Deixar passar para não ser enganado, principalmente porque não teremos tempo para treinar. Vai ser só o aquecimento do jogo", disse.
A comissão técnica definiu que o São Paulo vai ficar em Santa Cruz de la Sierra até o dia do jogo com o Bolívar, quando vai para La Paz. Na opinião do meia Jadson, o time precisa se impor para não ser surpreendido.
"A equipe deles não é boba, está acostumada com a altitude e vão querer nos surpreender, mas nós já os conhecemos e precisamos impor nosso ritmo de jogo para sair com a vitória", afirmou.
Primeira vez
Para voltar de La Paz com a classificação garantida para a fase de grupos da Libertadores, o São Paulo aposta alto em um jogador que nunca participou do torneio.
Titular absoluto e com a confiança do técnico Ney Franco, o atacante Osvaldo está vivendo a sua primeira experiência na Libertadores, mas garantiu que a última Copa Sul-Americana, vencida pelo clube do Morumbi, foi fundamental para que ele não se sentisse pressionado no primeiro jogo com o Bolívar, na última quarta-feira.
"Sul-Americana é muito parecida com a Libertadores, são as mesmas equipes praticamente. No ano passado já deu para ver como é disputar uma competição sul-americana, como é a pegada, a pressão. Agora temos o jogo da volta contra o Bolivar e vamos atrás dessa classificação", encerrou.

Imagem ilustrativa da imagem Efeitos da altitude preocupam São Paulo
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