São Paulo - Mesmo que involuntariamente, o ex-volante Edu Gaspar se tornou o homem forte do futebol do Corinthians. Essa nunca foi a intenção dele ou da diretoria.
De fato, no final de 2013, ele esteve perto de deixar o clube. Ficou a pedido do então diretor de futebol, Roberto de Andrade.
Desde então, o próprio Andrade deixou o cargo para cuidar da candidatura à presidência do clube. As eleições acontecem em fevereiro de 2015. O diretor adjunto, Duílio Monteiro Alves, alegou problemas de saúde e também se afastou. O novo responsável pela função, Ronaldo Ximenes, seguiu o mesmo caminho nesta semana.
Ele faz tratamento médico e toma remédios que provocam sonolência. Tanto que é difícil despertá-lo. Ximenes estava em Penápolis no último domingo, mas não foi ao jogo contra o Penapolense, o que obrigou o técnico Mano Menezes a dar explicações pela eliminação no Campeonato Paulista.
No dia seguinte, alguém da diretoria precisava falar com a imprensa. Apesar de Ximenes e o presidente Mario Gobbi estarem presentes no Centro de Treinamento, o encarregado pela função foi Edu Gaspar. Ficou com o gerente de futebol o papel de colocar panos quentes na polêmica com o São Paulo.
O atacante Romarinho havia acusado o rival de entregar o jogo para o Ituano, causando a eliminação do Corinthians. Mano Menezes disse que "cada um tem a própria consciência quando coloca a cabeça no travesseiro."
"Estou aqui representando a todos e falo em nome do clube", afirmou o ex-volante.
Edu foi contratado para ser uma espécie de ligação entre os jogadores e a diretoria. Quando houve a decisão sobre a saída do técnico Tite, no final de 2013, ele pensou em deixar o Parque São Jorge.
Quando voltou ao Corinthians, ainda como jogador, em 2009, foi pouco utilizado por Mano Menezes. Ficou com receio de não se dar bem com o treinador. Os apelos fizeram Edu mudar de ideia.

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