Edmundo tem prisão decretada
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Silvio Barsetti e Rodrigo Mattos 
Rio, 05 (AE) - O atacante Edmundo, do Vasco, teve prisão preventiva decretada, hoje à tarde, após decisão unânime dos desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Rio, que mantiveram a sentença expedida pela 17ª Vara Criminal, em 5 de março, na qual o jogador havia sido condenado a quatro anos e meio de prisão, em regime semi-aberto. Pela decisão, Edmundo terá de se apresentar à Justiça todos os dias, às 18h30.
O jogador é acusado de homicídio culposo por ter causado acidente automobilístico na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul, em 2 de dezembro de 1995. Ele dirigia um jipe Cherokee em alta velocidade, ultrapassou o sinal vermelho num cruzamento na Avenida Borges de Medeiros e acabou batendo num Fiat Uno. Três pessoas morreram: o motorista do Uno, Carlos Frederico Tinoco, sua namorada, Alessandra Perrota, e Joana Maria Couto, passageira do Cherokee. "Tinha esperança de que isso acontecesse um dia", disse hoje, emocionada, a mãe de Joana, Eliana Casotti.
Edmundo também é acusado por lesões corporais culposas em Roberta Rodrigues de Barros Campos e Débora Ferreira Silva, ocupantes do Cherokee, e Natasha Marinho Ketzer, passageira do Uno. Em seu depoimento à Justiça, Roberta, que estava no banco dianteiro do jipe, disse ter visto o velocímetro marcar 150 quilômetros por hora, pouco antes do acidente. Edmundo garantiu que dirigia a 70 km/h.
À decisão, entretanto, cabem recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Hoje, os advogados do Vasco reuniram-se durante toda a tarde para estudar o caso e impedir a prisão de Edmundo. O criminalista Arthur Lavigne estava de viagem marcada à noite para Brasília, onde tentaria impetrar um habeas corpus no STJ. Um dos advogados de acusação, Luis Marcondes, esperava pela prisão do jogador ainda hoje à noite. "Ele tem de ser recolhido à carceragem e sugiro ao Vasco que antecipe seus jogos para o período da tarde", disse.
O vice-presidente do Vasco e deputado federal, Eurico Miranda (PPB-RJ), ironizou a decisão judicial "Ela foi muito rigorosa; os desembargadores estão vivendo um momento de glória." Os três desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Rio que votaram pela manutenção da sentença são Eduardo Mayer Eri, Sales da Cunha e Maurício da Silva Lintz. Até o início da noite, Edmundo não havia sido encontrado.


