O polêmico atacante Edmundo, de 30 anos, chegou ao Cruzeiro no início do semestre decicido a acabar de vez a fama de ''animal'' e de ''bad boy'', conquistada em suas passagens por clubes como Vasco, Palmeiras, Corinthians, Santos e também na vida pessoal, após o envolvimento em um grave acidente com vítimas, no Rio de Janeiro. Destaque do time mineiro e autor de quatro gols somente nos dois últimos jogos, no Mineirão goleadas de 4 a 1 sobre o Santa Cruz, pelo Brasileiro, e no Independiente, terça-feira, pela Mercosul , o jogador acredita que está sendo bem-sucedido na nova fase da carreira.
''Em duas partidas no Mineirão marquei quatro gols e confesso que isso não acontece comigo há muito tempo'', disse. ''Estou muito feliz e espero que o Cruzeiro possa continuar crescendo nas competições'', acrescentou. Ao contrário de outros tempos, em que era taxado de egoísta e de ''fominha'' até por colegas de equipe, Edmundo tem procurado não só marcar, mas também deixar companheiros na cara do gol, sempre que possível.
Prova deste novo comportamento, de solidariedade em relação ao grupo no qual atua, foram as declarações dadas pelo ex-Animal a torcida cruzeirense não grita nunca o apelido, apenas o nome do jogador após a goleada sobre o Independiente.
Ao receber o prêmio de melhor em campo de uma emissora de rádio, o atacante abusou da modéstia: ''Fico contente em ter boas atuações, mas se você olhar o que o time todo fez, como o André (goleiro), o Luisão e o Cris (zagueiros), foi de tirar o chapéu.''
Em relação aos problemas disciplinares em campo, constantes em sua carreira, Edmundo também aparenta mudanças. Apesar de ter sido expulso duas vezes nos 12 jogos em que jogou pelo Cruzeiro, o atleta alega ter sido vítima de perseguição dos árbitros.
Ainda com o objetivo de ''reconquistar o coração do torcedor brasileiro e trabalhar para voltar à seleção'', Edmundo garantiu que não é mais o fã da vida noturna que costumava ser, até pouco tempo.

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