São Paulo - Quando Edmundo retornou ao Palmeiras no fim do ano passado poucos acreditavam que o atacante de 34 anos pudesse reviver os tempos de glória acumulados na década de 90. Após 18 jogos nos quais esteve presente em todos o veterano é o artilheiro do time na temporada, com sete gols, e assumiu, segundo ele ''naturalmente'' a função de líder da equipe, que enfrenta, hoje, às 21h45, o Rosario Central, da Argentina, pela terceira rodada do grupo 7 da Copa Libertadores. Uma vitória deixa o Palmeiras com uma mão na vaga para as oitavas-de-final e praticamente elimina a equipe argentina, que perdeu seus dois primeiros jogos.
''Pela maior experiência, é natural que eu dê moral para alguns jogadores mais jovens, como o Cláudio, de 16 anos, e também cobre dos outros em um momento decisivo'', disse o camisa 7 palmeirense, que esbanja companheirismo e bom humor com os colegas antes, durante e depois dos treinos.
Até o técnico Emerson Leão, que não aprovou de início a sua contratação, é elogiado por Edmundo. ''Ele é um técnico que passa confiança e responsabilidade para todos. Isso é muito importante porque faz cada jogador saber da sua importância'', disse o jogador, que abraçou fortemente Leão após marcar o gol da vitória no clássico de sábado diante da Portuguesa, no Canindé, por 2 a 1. Quanto ao adversário desta noite, Edmundo é só elogios. ''Se o brasileiro é mais técnico, o argentino tem mais vontade e obediência tática. Não é à toa que é o nosso grande adversário no futebol mundial.''
O duelo com o Rosario vai marcar o reencontro do Palmeiras com o Palestra Itália, após a goleada sofrida para o América, no Campeonato Paulista, por 4 a 1, há uma semana. ''Talvez possamos consertar o erro no Estadual, por ser um campeonato mais longo. Mas na Libertadores, o nosso aproveitamento tem de ser o melhor possível em casa'', disse Edmundo.
Leão não revelou o time que vai colocar em campo, mas afirmou que gostou do rendimento do time diante da Portuguesa e poderá repetir o esquema com três zagueiros. A alteração forçada será a troca de Thiago Gomes não inscrito na Libertadores por Douglas, liberado para jogar. Paulo Baier e Enílton, também recuperados de contusão, estão à disposição do treinador.
Este será o terceiro jogo entre as duas equipes. Em 1946, o Palmeiras venceu um amistoso por 2 a 1, placar repetido em 1957. Diante de adversários argentinos, o Palmeiras soma 15 jogos, com seis vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Mas nunca foi superado em São Paulo.
Marcinho Guerreiro O volante vai continuar jogando no Palmeiras. Os dirigentes do clube brasileiro não chegaram a um acordo com o Lokomotiv Moscou, da Rússia, ontem, em reunião realizada durante o dia em São Paulo.
A divergência na negociação era quanto ao valor da multa contratual a ser paga pelos russos: o Palmeiras queria US$ 4 milhões e o Lokomotiv Moscou ofereceu US$ 3 milhões. Mesmo após muita conversa, os dirigentes de ambos os clubes não abriram mão de seus valores.


EM SÃO PAULO

Palmeiras

Sérgio; Daniel, Gamarra e Douglas (Alceu); Paulo Baier, Marcinho Guerreiro, Correa, Marcinho e Lúcio; Edmundo e Enílton. Técnico: Emerson Leão

Rosário Central

Hernán Castellano; Juan Eluchans, Ramiro Fassi, Ronald Raldes e Cristian Villagra; Eduardo Coudet (Emiliano Vecchio), Federico Pallaro, Hernán Encina e Damián Ledesma; Marco Rubén e Pablo Vitti. Técnico: Leonardo Astrada


Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Estádio: Parque Antártica
Horário: 21h45

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