Edmundo diz ter sido agredido; PM duvida
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quarta-feira, 22 de setembro de 1999
Por Silvio Barsetti 
Rio, 23 (AE) - O atacante Edmundo, do Vasco, disse ter sido agredido por torcedores que vestiam a camisa do Corinthians
na saída do Pacaembu, no início da madrugada de hoje, pouco depois do clássico em que os cariocas venceram os paulistas por 4 a 2. O jogador foi empurrado e levou um soco na cabeça quando se preparava para entrar no carro de amigos, com quem passou a noite em São Paulo, na casa de Edílson. "Foi uma ação covarde; o cara me atingiu por trás e saiu correndo", contou Edmundo, que só voltou ao Rio pela manhã.
O major Marcos Marinho, subcomandante do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar, desmentiu a informação do atleta carioca. "Tínhamos uma equipe da Rocam (Rondas Ostensivas com o Apoio de Motocicletas) acompanhando a delegação vascaína e nenhum incidente foi registrado", disse Marinho. "Fiquei no estádio até a uma hora e estava tudo tranquilo." Segundo o major da PM, quando existe uma "movimentação estranha" de torcedores perto dos vestiários ou quando o clube visitante exige uma proteção especial, o reforço policial é enviado imediatamente ao local. "Nada foi pedido."
Como havia sido escolhido, em sorteio, para o exame antidoping logo após a partida, Edmundo pediu aos dirigentes do Vasco que o liberassem para passar a noite em São Paulo. A delegação deixou o estádio minutos antes. Após conceder várias entrevistas e distribuir autógrafos, já fora do Pacaembu, Edmundo teria sido surpreendido pela investida de um grupo de rapazes.
Três seguranças do Vasco acompanhavam Edmundo a distância e não conseguiram evitar a agressão. "O soco pegou na cabeça, perto da orelha; ardeu na hora, mas não machucou", disse Edmundo, por telefone, destacando que não conseguiu ver o rosto do agressor. Nem pensou em reagir. "Foi muito rápido, fiquei meio sem ação." Para a PM paulista, no entanto, a história de agressão está um pouco mal contada. "Vindo do Edmundo, então, não dá para confiar muito", rebateu o major Marinho. (Colaborou Anderson Couto)


