São Paulo - Marcado por uma carreira de polêmicas, Edmundo surpreendeu positivamente ao não contestar as ameaças do treinador Emerson Leão, que disse que não tolerará novos deslizes fora de campo como o ocorrido dia 19, no Rio, quando o atacante acabou preso por desacato a autoridade. ''Ele é o comandante. Tenho de me enquadrar. Tem de ser deste jeito mesmo. A disciplina é a coisa mais importante. Ele não poderia dizer depois daquilo que iria me abraçar, me beijar'', afirmou, em voz baixa.
Edmundo fez elogios ao treinador. ''O Leão é como eu. Sincero, honesto, que encara as coisas de peito aberto. A partir de segunda-feira vamos nos conhecer melhor'', disse o jogador, referindo-se à próxima semana, quando o time vai passar em Jarinu. ''Vai ser no dia-a-dia que vamos nos conhecer. Não sou de mentir, minha vida é um livro aberto. Se ele quer e eu quero, a tendência é o nosso relacionamento dar certo.''
Edmundo não vê a hora de a bola começar rolar pelo Campeonato Paulista, dia 12, contra o Ituano. ''Os 90 minutos em campo é que vão ser o termômetro. Se tudo correr bem, todos vão esquecer os problemas.''
Aos 34 anos, o Animal sabe que o recente incidente fez reacender o rótulo de jogador-problema. ''Mas só aceitei voltar para o Palmeiras porque acho que tenho condições de mudar isso.''
Ontem ele pisou pela primeira vez, após dez anos, nos gramados da Academia de Futebol. Foi seu primeiro treinamento com os novos companheiros. Ele aproveitou para dar um conselho aos mais novos. ''Quando era novo, milhões de pessoas tentaram falar comigo e eu não dei ouvidos. É preciso ter vontade, dedicação e amor ao trabalho para vencer no futebol.''

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