Edital do Feipe divide opiniões entre responsáveis por modalidades
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 

A FEL (Fundação de Esportes de Londrina) abriu edital na sexta-feira (11) para projetos que serão beneficiados pelo Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) com o valor total de R$ 5,699 milhões. A reportagem da FOLHA conversou com os responsáveis pelas equipes de Londrina que disputarão ligas nacionais este ano. Se há quem demonstre satisfação com os valores destinados para a sua modalidade, há quem reclame do montante previsto, afirmando ser insuficiente para cobrir despesas básicas.
Segundo o técnico Bruno Lopes, do Londrina Unicesumar Basketball, os valores previstos para a sua modalidade estão dentro das expectativas: "Falaram que iriam apoiar o basquete e estão fazendo isso. Ficamos contentes com os valores". Caso todos os recursos dos projetos sejam aprovados, serão R$ 40 mil para o basquetebol feminino adulto e R$ 470 mil para o masculino.
Para as categorias de base, serão destinados R$ 100 mil para o feminino e R$ 95 mil para o masculino (atletas nascidos entre 2001 e 2004). "Será possível contratar reforços e fortalecer o time. Estamos confirmados na Liga Ouro, e a meta é ficar entre os dois primeiros e subir para o NBB (Novo Basquete Brasil). Ano passado, também conquistamos a Taça Paraná e os Jogos Abertos. A meta é continuar conquistando esse títulos", comentou Lopes.
Para a equipe de handebol MRV/Unicesumar/Paiquerê FM/Unimed Londrina, o edital deste ano prevê R$ 270 mil para o adulto e R$ 86,4 mil para o juvenil. "O nosso projeto tem um orçamento de R$ 400 mil, então é bem abaixo do investimento do Taubaté (R$ 1,5 milhão) e do Pinheiros (R$ 1 milhão). Temos um grupo bom e temos atletas que querem vir para Londrina e isso ajudaria muito. O Feipe para mim é a base. Sem ele não há equipe", destacou o técnico Giancarlos Ramirez.
Para o técnico Ronivaldo Marques, o Fumaça, da equipe de voleibol feminino Marcelino Champagnat/FEL, os valores previstos no edital do Feipe - R$ 163,5 mil para o feminino e R$ 48 mil para o masculino - são insuficientes para manter uma equipe de alto rendimento. Ele afirmou que, só para jogar a Superliga B, precisaria de R$ 200 mil e que só tem ajuda de alguns parceiros nas áreas de fisioterapia, academia e clínicas.
"Mas de dinheiro eu não tenho um centavo. Esse (recurso do) Feipe é pouco para nós", lamentou Fumaça. "Eu já tenho uma tradição de 30 anos no voleibol em Londrina, mas no ano passado o projeto do (colégio) Vicente Rijo foi aprovado e o meu não. Eles acabaram levando todos os meu atletas para lá", relatou. O treinador espera a ajuda da torcida para equilibrar as contas. "Se o torcedor comprar o ingresso, já pode me ajudar. Se colocarmos 6 mil pessoas no ginásio a R$ 12,50, já me ajuda muito", declarou.
Segundo Fernando Madureira, presidente da FEL, o valor disponibilizado para o esporte pela prefeitura está no mesmo patamar do ano passado, mas em 2019 o repasse por modalidades será um pouco maior. "No ano passado, a gente deixou parte do valor para fazer melhorias nos espaços esportivos, mas esse ano quase tudo vai para as modalidades esportivas", explicou. Ele ressaltou que a distribuição dos recursos obedeceu ao critério da meritocracia e que o voleibol teve aumento de 40% em relação ao edital anterior.
Os interessados em integrar os programas de incentivo disponibilizados terão prazo até 11 de fevereiro para apresentar seus projetos. O edital pode ser acessado no portal www.londrina.pr.gov.br/fel.


