A CPI da CBF/Nike vai promover uma acareação entre o empresário Édno Nazaré Filho, o Edinho, e os jogadores Alex e Aloísio para checar quem falou a verdade a respeito dos passaportes falsos utilizados pelos dois atletas na França. No depoimento que prestaram à comissão, no mês passado, eles disseram que foi Edinho quem se entendeu com os dirigentes do clube Saint-Étienne para providenciar os documentos. Ao depor ontem, Edinho negou a acusação. Ele disse suspeitar de que os jogadores teriam sido pressionados pelo clube a dar essa informação. ‘‘É uma estratégia de defesa’’, alegou.
Os deputados da CPI não acreditaram nas afirmações do empresário. ‘‘As contradições são gritantes’’, afirmou o relator da comissão, Pedro Celso (PT-DF). A data da acareação será marcada nos próximos dias. Os advogados de Edinho, do escritório Felipe Amodeo, são os mesmos que defenderam Luiz Estevão (PMDB-DF) no processo de cassação de seu mandato de senador.
O empresário iniciou o depoimento falando de sua atuação como jogador e como técnico. Ele disse que atua há seis meses como agente Fifa, fato esse que tornaria mais difícil aceitar o envolvimento de seu nome numa irregularidade. Edinho deixou dúvidas em algumas de suas declarações sobre os passaportes falsos.
Fifa – Ontem, integrantes da CPI apresentam ao comitê executivo da Fifa, em Zurique, Suíça, o relatório preliminar sobre a falsificação de passaportes e a transferência de jogadores menores de idade para clubes no exterior. Amanhã, os deputados atenderão ao convite de uma subcomissão do Senado da Bélgica para falar sobre o tráfico desses jogadores. Também está prevista uma visita à sede do Manchester United, da Inglaterra, quando pretendem conhecer o contrato entre o clube inglês e a Nike.

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