Edinho não convence CPI
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quarta-feira, 14 de março de 2001
Agência Estado De Brasília 
A CPI da CBF/Nike vai promover uma acareação entre o empresário Édno Nazaré Filho, o Edinho, e os jogadores Alex e Aloísio para checar quem falou a verdade a respeito dos passaportes falsos utilizados pelos dois atletas na França. No depoimento que prestaram à comissão, no mês passado, eles disseram que foi Edinho quem se entendeu com os dirigentes do clube Saint-Étienne para providenciar os documentos. Ao depor ontem, Edinho negou a acusação. Ele disse suspeitar de que os jogadores teriam sido pressionados pelo clube a dar essa informação. É uma estratégia de defesa, alegou.
Os deputados da CPI não acreditaram nas afirmações do empresário. As contradições são gritantes, afirmou o relator da comissão, Pedro Celso (PT-DF). A data da acareação será marcada nos próximos dias. Os advogados de Edinho, do escritório Felipe Amodeo, são os mesmos que defenderam Luiz Estevão (PMDB-DF) no processo de cassação de seu mandato de senador.
O empresário iniciou o depoimento falando de sua atuação como jogador e como técnico. Ele disse que atua há seis meses como agente Fifa, fato esse que tornaria mais difícil aceitar o envolvimento de seu nome numa irregularidade. Edinho deixou dúvidas em algumas de suas declarações sobre os passaportes falsos.
Fifa Ontem, integrantes da CPI apresentam ao comitê executivo da Fifa, em Zurique, Suíça, o relatório preliminar sobre a falsificação de passaportes e a transferência de jogadores menores de idade para clubes no exterior. Amanhã, os deputados atenderão ao convite de uma subcomissão do Senado da Bélgica para falar sobre o tráfico desses jogadores. Também está prevista uma visita à sede do Manchester United, da Inglaterra, quando pretendem conhecer o contrato entre o clube inglês e a Nike.


