Edinho é condenado a 6 anos de prisão, em regime semi-aberto
Edinho e Marcílio afirmaram que não se conheciam antes do acidente, tentando descaracterizar a tese de que eram amigos e costumavam participar de rachas na orla. Durante todo o tempo, os advogados de defesa tentaram convencer os jurados de que não houve racha, ocorrendo um acidente normal, em razão da displicência do aposentado. Mas, uma das testemunhas de acusação afirmou que os dois veículos trafegavam a uma velocidade de 120 quilômetros por hora, incompatível com a área urbana, ainda mais em uma via de intenso movimento, como a Avenida Epitácio Pessoa. Vou até o inferno com a verdade, tentando provar que não houve racha, e sim um acidente normal", afirmou Edinho, inconformado com a sentença. Pelé, por sua vez, antes de saber do resultado do julgamento, afirmava a uma emissora de televisão que ainda tinha esperança na absolvição do filho. "Ele não tem culpa nenhuma. O problema é que os advogados dele, na ocasião, não deveriam ter permitido que o caso fosse levado a júri popular", disse.Por Zuleide de Barros Santos, 06 (AE) - Edson Cholbi do Nascimento, o ex-goleiro Edinho, de 29 anos, filho de Pelé, foi condenado a seis anos de prisão, em regime semi-aberto, juntamente com o motorista profissional Marcílio José Marinho de Melo, de 25 anos, pela morte do aposentado Pedro Pereira Simões, de 50. Os dois rapazes foram acusados de participar de um racha no dia 24 de outubro de 1992, em uma avenida de Santos, quando o Apolo dirigido por Marcílio atingiu a moto da vítima, que bateu em um poste, morrendo na hora. A sentença foi proferida pelo juiz Gilberto Ferreira da Cruz, por volta da 1 hora desta quarta-feira, no Plenário do Júri do Fórum de Santos, depois de 15 horas de julgamento, quando os jurados, por quatro votos a três, acataram a tese da Promotoria Pública, de homicídio doloso eventual. "Mesmo não tendo a intenção de matar, os dois rapazes sabiam que, ao participarem de um racha, poderiam provocar o acidente, que acabou culminando na morte do aposentado", insistiu o promotor Octávio Borba de Vasconcelos Filho, em sua acusação. Insatisfeitos com o resultado do julgamento, os advogados de Edinho e de Marcílio, já anteciparam que vão recorrer da sentença. Se o recurso for aceito, os acusados poderão ser julgados novamente, dentro de um ano. a fase dos interrogatórios





