São Paulo, 17 (AE) - Depois de faltar à reapresentação do grupo, na terça-feira, e ao treino de hoje pela manhã, o atacante Edílson compareceu ao treino da tarde, no CT de Itaquera. Represálias? Em termos... O jogador será multado pelas ausências (cerca de 30% do salário), segundo o regulamento interno do clube, mas, por ser considerado imprescindível, receberá um tratamento especial para entrar em forma física e técnica rapidamente, a tempo da estréia na Taça Libertadores, no dia 27, contra o Palmeiras. Os preparadores físicos vão orientar o atleta a fazer um trabalho de compensação, para que ele alcance o ritmo dos demais.
"Eu tive um problema particular e por isso faltei; não foi por carnaval, não foi nada, disse Edílson. "Expliquei os motivos para a comissão técnica e eles vão falar com a diretoria
mas eu vou cumprir o que o estatuto do clube mandar.
O diretor de Futebol, Luiz Henrique de Menezes, esteve hoje em Itaquera e continuava irritado com Edílson. "Ele será punido pelo nosso regulamento interno, mas não é isso que me preocupa e sim a responsabilidade profissional do atleta, que não pode proceder desta maneira se não tiver um motivo muito justificável, disse.
Se ganhou Edílson, o técnico Oswaldo Oliveira perdeu hoje o volante Gilmar, que se recuperava de uma contusão muscular, e acabou sofrendo forte entorse no joelho. Edu, com entorse de tornozelo, é a outra baixa.
A programação da comissão técnica prevê que os demais jogadores estejam na plenitude de suas condições físicas e técnicas para a estréia na Libertadores. Dinei, que faz um trabalho de recondicionamento físico, está sendo preparado exclusivamente para o jogo. "Com duas semanas de trabalho, estaremos em boas condições", disse Oswaldo.
O jogo de sábado, contra o Ubiratan, pela Copa do Brasil
é considerado pelo treinador como o último e decisivo teste para a Libertadores. Oswaldo pretende colocar em campo o time que estreará no torneio sul-americano.
Alguns jogadores corintianos, como Marcelinho Carioca e Silvinho, comemoraram a vitória da Gaviões da Fiel (maior torcida organizada do clube, que, porém, está proibida de frequentar os estádios) no carnaval paulistano. Eles encararam a conquista, assim como a da Copa São Paulo de Juniores, em janeiro, como um bom prenúncio para o time profissional.
Em 1995, assim como neste ano, o Corinthians triunfou na passarela do samba, ganhou a Copa São Paulo e seguiu conquistando os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista, num dos anos mais proveitosos de sua história.

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