Agência Estado
Conquistado o tão sonhado retorno à seleção brasileira, o próximo desafio do atacante Edílson é obter com a camisa amarela o mesmo reconhecimento que hoje ele desfruta no Corinthians. ‘‘No Corinthians, depois de muitas dificuldades, conquistei o meu espaço e hoje sou respeitado como jogador que decide nos momentos difíceis’’, disse o jogador, em Salvador. ‘‘Na seleção, eu também não quero ser mais um; sou um grande jogador, como Ronaldinho ou Amoroso, e vou brigar para ser titular.’’
Até hoje, Edílson não vingou na seleção. Foram três partidas discretas em 12 convocações e quase três anos de ausência. Nesta temporada, Edílson marcou 10 gols em 32 jogos pelo Corinthians e vem sendo o principal destaque da equipe. ‘‘Por tudo o que venho fazendo no Campeonato Paulista mereci a convocação; futebol é momento.’’
O craque chegou a duvidar que seria convocado por Wanderley Luxemburgo por ter tido antigos desentendimentos com o treinador. ‘‘O Wanderley provou que não guarda mágoa de ninguém; tanto que chegou a cogitar do Romário e do Edmundo.’’
As brigas com Luxemburgo vêm desde os tempos em que os dois conviviam no Palmeiras. ‘‘Naquela época, eu era jovem e imaturo e não sabia respeitar uma ordem tática’’, contou. No Corinthians, mais conflitos. ‘‘Tive um problema com um policial e o Wanderley queria que eu pedisse desculpas numa entrevista coletiva: não aceitei porque tinha razão no caso.’’ Resultado: Edílson acabou afastado do time e teve o passe colocado à venda.
A reação só veio no Brasileiro de 98, quando reconquistou a posição de titular e foi um dos responsáveis pela conquista do título. ‘‘Foram tempos difíceis, mas a força que recebi dos companheiros, principalmente do Vampeta, me deu energia para dar a volta por cima’’, afirmou. Mesmo com todo o sucesso, Edílson permanece com o futuro indefinido. O passe pertence ao Banco Bilbao Vizcaya. ‘‘O banco quer vender o passe e o Corinthians ainda não decidiu comprar.’’
Edílson e os demais jogadores corintianos ganharam o dia de folga após a vitória sobre o Palmeiras. Hoje ocorre a reapresentação e o grupo segue para Atibaia, onde ficará até domingo, dia do segundo jogo contra o Palmeiras. Oswaldo de Oliveira espera que lá o time consiga se afastar do clima do ‘‘já-ganhou’’.

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