Edílson diz que foi provocado pelos palmeirenses
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sábado, 19 de junho de 1999
Por Émerson Couto 
São Paulo, 20 (AE) - Edílson não apenas acabou com o jogo, como também acabou com a festa corintiana após a conquista do 23º título paulista da história do clube. No vestiário, após a partida, muitos discursos de vergonha com a atitude do jogador, atletas deixando o local rapidamente e pouca festa. O diretor de Futebol do clube, José Roberto Guimarães, em sua primeira conquista, deixou o Morumbi sem um sorriso no rosto, visivelmente aborrecido.
Às 18h30, Edílson deixou o vestiário, cercado de seguranças e nem um pouco arrependido com a provocação aos adversários. "Eles (palmeirenses) ficaram provocando o tempo todo e, depois, não aguentaram", disse o jogador. Edílson contou ainda que também ficou chateado com o desfecho da competição e não espera retaliações do técnico da seleção brasileira, Wanderley Luxemburgo. "Não vejo motivo para uma desconvocação", afirmou. Edílson vai disputar a Copa América.
Em Salvador, a mãe do atleta, Maria de Lurdes, isentou o filho campeão de qualquer culpa. "Foi uma brincadeira; faz parte do futebol", defendeu. Segundo a mãe, Edílson é uma pessoa boa. "Ele não tem maldade no coração." Além do título, Edílson tinha outro motivo para celebrar hoje em campo. Ele fez sua 100ª partida com a camisa alvinegra. Depois da confusão, a marca histórica ficou esquecida.
"Ele (Edílson) deveria estar engasgado com alguma coisa", tentou justificar Marcelinho Carioca. Mesmo assim, o atleta disse estar "envergonhado" com a situação. Durante a briga, Marcelinho assistiu a tudo de longe. "Isso é prova de que amadureci", contou. "Geralmente quando eu entro, a confusão fica ainda maior." Marcelinho foi o artilheiro da equipe na competição com 8 gols. Hoje, fez também o 150º gol a camisa do Corinthians.
"Os palmeirenses colocaram máscara de Tiazinha e, agora, não sabem perder", disse Gamarra. "Tem de deixá-los chorar." No vestiário, o zagueiro paraguaio protagonizou um dos momentos de maior alegria. Foi aplaudido na saída. Em campo, a torcida pediu a permanência do zagueiro no clube no próximo semestre.
O presidente Alberto Dualib, no entanto, tirou as esperanças do torcedor. "Cobrimos uma oferta feita pelo seu passe, mas não houve acerto salarial", explicou o dirigente. Gamarra vai mesmo atuar no Exterior. Depois da partida, os jogadores foram dispensados e terão, agora, 10 dias de folga. A reapresentação está marcada para o dia 1º de julho.


