Edílson acusa rival de violência
Contrariando uma orientação do técnico Wanderley Luxemburgo, que pediu para os jogadores evitarem provocações aos santistas, o atacante Edílson disse ontem que foi caçado deslealmente pelos zagueiros adversários na Vila Belmiro. A reclamação do craque deve alimentar a guerra de nervos do clássico de domingo.
O Santos procurou eliminar os atacantes do Corinthians nas faltas, na porrada; toda a bola que eu pegava, levava pancada; isso é deslealdade, disse Edílson. Segundo ele, Claudiomiro teria de ser expulso por ter cometido uma falta por trás. Espero que o juiz coíba esse tipo de infração na próxima partida.
Não vi faltas desleais, não vi nada disso, disse Luxemburgo. Tudo o que ele não queria era provocar o adversário e dar armas a ele. As instruções do treinador para jogos decisivos incluem até a recomendação para o atleta não se expor muito, recebendo, por exemplo, repórteres em seu casa. O técnico acredita que a superexposição tenha sido um dos motivos da perda do título paulista.
Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Na BaixadaArgel ontem na Vila: Santos quer matar rival no domingoO técnico tem acumulado funções e vive uma espécie de inferno astral. Além dos conselhos, assumiu a missão de estimular o time emocionalmente e mudá-lo taticamente. Fora de campo, enfrenta processos na Justiça Comum e Desportiva. Estou sossegado: quem resolve os problemas extracampo são os meus advogados, disse. O Wanderley é uma pessoa que cresce nas dificuldades, é movido a desafios, afirma a psicóloga Suzy Fleury.
Hoje, Luxemburgo será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF. Em primeira instância, ele fora suspenso por 60 dias, mas seu advogado conseguiu efeito suspensivo da pena. Se for novamente condenado, o treinador não poderá ficar no banco de reservas no domingo. Seria uma grande perda: no banco, ele dita o ritmo do jogo e faz uma pressão sobre o juiz, disse Edílson. Na Justiça Comum, Luxemburgo negocia uma dívida de aluguel com o Santos, seu ex-clube.
Sobre a próxima partida, Luxemburgo prepara o time para não perder. Não podemos esquecer que o empate dá o direito do terceiro jogo. A equipe vai mudar taticamente, mas a escalação é a mesma da última partida. Marcelinho Carioca terá mais liberdade e não jogará tanto pela direita. Quem marcará o lateral Athirson será o atacante Didi. Dentro de casa, eu jogo mais como pivô, alimentando os dois homens da frente, disse Marcelinho, que garante estar com uma motivação extra. Nada vai me desconcentrar ou abalar minha parte emocional e psicológica.
Mas ontem, inusitadamente, o ídolo da Fiel foi hostilizado pela torcedora Geni Santiago de Almeida, de 79 anos. Ela disse, aos berros, para Marcelinho parar de beijar a bola e simplesmente jogar.Agência EstadoEm São PauloEdílson ontem no Parque São Jorge: caça desleal em campoAgência Estado





