Agência Estado
De Suzuka, Japão
Considerando-se todas as colocações que não dão pontos aos pilotos, do sétimo lugar para trás, como um resultado único, o número de combinações possíveis envolvendo as classificações de Eddie Irvine e Mika Hakkinen no GP do Japão é de 43. Desse total, 33 combinações, ou 76,74%, dão o título para o norte-irlandês da Ferrari, enquanto apenas 10, ou 23,25%, garantem o bicampeonato Hakkinen.
Esses números, por si sós, oferecem bem uma mostra das chances de a Ferrari quebrar, no fim de semana, um série de 20 anos sem título de pilotos na Fórmula 1. Há fatores que, na teoria, até aumentam essas possibilidades, como o conhecimento de Irvine do circuito de Suzuka, por ter corrido na F-3000 japonesa em 1992 e 1993.
Irvine estreou na F-1 no fim de 1993, em Suzuka, e conseguiu, de cara, o sexto lugar, com Jordan. No ano seguinte, ainda na Jordan, foi quinto. Em 1995 continuou crescendo, ao terminar em quarto. Um acidente marcou a sua presença na prova de 1996. Em 1997, com Ferrari, ficou em terceiro e no ano passado foi o segundo colocado.
Para não depender do norte-irlandês, líder do Mundial com 70 pontos diante dos seus 66, Hakkinen tem de vencer o GP do Japão para ser campeão. A largada e a estratégia de corrida serão mais determinantes para Hakkinen que para Irvine, que pode correr em função da colocação do finlandês ao longo das 51 voltas.
Hakkinen correrá sob a pressão de ter de chegar em primeiro ou entre os três que sobem no pódio. O que, ao contrário de ser ruim, parece favorecer sua concentração, conforme mostra sua carreira. Para ele poder ser o segundo e ser ainda campeão, terá de torcer para Irvine não ficar entre os quatro primeiros. No caso de Hakkinen se classificar no Japão em terceiro, bastará Irvine ser o sexto para comemorar um das conquistas mais surpreendentes da história de 50 anos da F-1.

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